segunda-feira, 5 de março de 2012

VISÃO, MISSÃO E FILOSOFIA DE MINISTÉRIO PIBATAN


PIBATAN
PRESIDENTE: PR. WEVERTON 
VISÃO, MISSÃO E FILOSOFIA MINISTERIAL.

Aos voluntários;
Caríssimos irmãos, vocês estão optando por uma atividade de essencial importância no seio da Igreja de Deus. Queremos desenvolver um trabalho que reflita o querer de Deus para a vida da comunidade. Nós temos um chamado, uma vocação, uma espiritualidade, um estilo, um jeito de ser e de fazer, que pertence inequivocamente a PIBATAN.
A espiritualidade concedida por Deus não é imitativa, Deus não repete fórmulas, somos chamados a ser nós mesmos, pois esse é sonho de Deus em relação a nós. Para isso Deus nos privilegia com oportunidade de beber na fonte de sua revelação e sermos canal de sua graça para o mundo.
Nós, chamados por Deus para trabalhar com o ensino, precisamos entender que nossa função não consiste em transmitir informações, esse é um dos aspectos de nossa missão. Somos responsáveis pelo discipulado, pela propagação de uma visão suscitada por Deus para abençoar nosso tempo.
Por isso buscamos falar uma só língua, todo reino dividido se autodestrói. Nossas posições são explicitamente oriundas do Evangelho de Cristo. Temos uma placa, mas servimos a Cristo, somos uma instituição, mas servimos a Cristo, temos uma doutrina, mas servimos a Cristo. Cristo primeiro nos escolheu e nós em resposta a essa escolha abdicamos de TUDO o que não é Cristo para servi-lo. Não servimos a placa, nem a instituição e nem a doutrina; se temos placa, instituição e doutrina são para coloca-las a serviço do Reino.
Nossa compreensão é delineada por princípios evangélicos e não por religiosidade ou modernismos. Quando vamos a Bíblia somos iluminados em nossa compreensão por Jesus, a chave exegética que revela o que estava oculto. Quando lemos o salmo de Davi, nossa preocupação não é com os rompantes de fúria do rei Davi, ou com o que ele estava sentindo. Nós lemos e pensamos o que Jesus sentiu ao se deparar com essa narrativa. Jesus deve nos ajudar a ler toda a Palavra, é a partir Dele que interpretamos e refletimos nosso ser e fazer.
Estamos condicionados desde o nascimento por uma atmosfera religiosa, no geral, distanciada do Espírito do Evangelho.  É natural experimentarmos um impacto que em algumas vezes nos conduz a uma crise pessoal ao constatarmos que muito de nossas crenças adquiridas por herança religiosa são superstições, paganismos e expressões veterotestamentarias que compõe aquilo que em Cristo se tornou obsoleto.
Rogo que o Espírito Santo realize em nós toda a libertação e toda a desintoxicação espiritual e ideológica. Sem o Espírito nos conduzindo não poderemos realizar os planos de Deus. Estejamos dóceis e desarmados, analisando com prudência, bom senso, verdade e sabedoria esse material provisório que resume e transmite em palavras aquilo que já é uma realidade entre nós.
Prossigamos...

COMUNIDADE DA VISÃO


SOBREVOANDO O TEXTO
Antes da leitura do conteúdo que se segue seria conveniente que os membros, ou aspirantes a membros da PIBATAN lessem as passagens a seguir.

Visão = Mateus 5.1-16; Lucas 4.18-21; João 14.12-14; 

Missão = Mateus 28.18-20; Marcos 16.15; João17.18; 20.21;

Filosofia de = Atos 2.41-47; 7.47-50; 1Coríntios 10.31; Colossenses 2.16,17; 

Ministério = 1Tessalonicenses 5.12-14; 1Pedro 2.9,10; 












ILUMINANDO A PISTA
Antes vamos, com a ajuda da Palavra de Deus, responder algumas questões que iluminarão nossa compreensão.
1. Qual é a tarefa permanente (missão) da Igreja?
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2. Quais são os sinais históricos do reino de Deus? (Lucas 4.18-21; 11.20)
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3. Como podemos descrever a obra de Cristo na vida de uma pessoa? (Marcos 5.1-20)
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4. Como podemos descrever o cotidiano de uma comunidade cristã? (Atos 2.41-47)
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5. Como podemos aplicar 1Coríntios 10.31 na vida de um cristão e sua comunidade?
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ATERRISSANDO NA PALAVRA

VISÃO
A visão descreve um status futuro de uma organização. Olhando para o futuro, como imaginamos a PIBATAN?

O que queremos ser, como Igreja, no futuro?

Nossa resposta é bíblica. A PIBATAN quer ser um sinal histórico do reino de Deus construindo uma realidade relacional, horizontal e vertical, que proporcione a todos experimentar o amor de Jesus.
Jesus comissionou a Igreja e quando cumprimos o IDe damos continuidade ao ministério terrenos de Jesus: “assim como o Pai me enviou ao mundo, eu também vos envio” (João 17.18; 20.21).
A razão da encarnação de Cristo foi a instauração do Reino de Deus. Ele que É senhor de direito agora pode ser senhor de fato sobre todo o universo. Como Jesus nos ensinou na oração do Pai nosso (Mt 6.10) "seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu".
Quereremos poder anunciar para todos, com nosso testemunho de vida, pessoal e comunitário, que "o reino de Deus chegou até vós”. (Lucas 11.20).
A chegada do Reino de Deus era testificada pelos sinais; os cegos viam, os surdos ouviam, os paralíticos andavam, os endemoniados eram libertos, mortos ressuscitavam. O mais importante desses sinais nunca foi o fenômeno em si, mas o fruto derivado dele.
Jesus curava, mas não era curandeiro, o ato fenomenológico materializado por diversas atitudes tinha o fim de produzir os frutos que eram; SALVAÇÃO, LIBERTAÇÃO E RESTAURAÇÃO, são os frutos que estão no centro de nossa visão. Pois entendemos que a :
*Cura que não abre caminho para a salvação, libertação e restauração não cumpre seu papel.
*Dons espirituais manifestos e ostentados que não produzem como fruto a salvação, libertação e restauração são estéreis e não cumprem com seu papel.
*Prosperidade financeira que não resgata a Pessoa de sua mediocridade que conduz ao inferno não cumpre seu papel, apenas trocou o veículo que o conduzia a perdição da alma, antes ia para o inferno de fusca, agora vai para inferno de carro importado e mansão na praia.
* Milagres extraordinários não é sinal de aprovação de conduta da parte de Deus; haja vista o povo de Israel no deserto. Durante o dia a nuvem os guiava e protegia das altas temperaturas do deserto, durante a noite uma coluna de fogo iluminava, aquecia o frio e guiava o povo em meio a noite desértica, maná chovia do céu, codornas supria a fome, grandes epifanias aconteciam no tabernáculo, no entanto toda essa geração, com exceção de dois personagens, Calebe e Josué, pereceram no deserto e não entraram na terra prometida.
A PIBATAN busca ser para a sociedade um sinal histórico do Reino de Deus permitindo que Sua natureza nos governe, e que Seu amor, santidade, unidade e poder se manifestem em nós e se estendam por meio de nós ao mundo como reflexo de nossa relação com Deus e com o próximo.
Somos uma Comunidade da graça que não quer se esquivar de sua responsabilidade. Não somos salvos pelas obras, somos salvos para as obras. O que fazemos revela nossa identidade.

















MISSÃO
Para concretizar sua Visão de ser um sinal histórico do reino de Deus, a PIBATAN possui uma Missão. Enquanto a Visão descreve o status futuro, a Missão descreve a atividade permanente da organização. Isto é, o que a PIBATAN precisa fazer para se tornar um sinal histórico do reino de Deus?
A resposta a esta pergunta define a Missão da PIBATAN.

A missão deixada pelo Senhor Jesus aos primeiros discípulos deve ser o referencial para a missão da Igreja (Mateus 28.18-20; Marcos 16.15; Lucas 24.46,47; Atos 1.8). Dos registros da chamada Grande Comissão podemos deduzir alguns princípios fundamentais:

(1) A abrangência da missão da Igreja é ilimitada; É espiritual, psíquica, física, ecológica, estética, social, dando conta de todas as facetas, conhecidas e desconhecidas, que envolve o ser humano. O texto de Mateus fala a respeito de toda autoridade, toda a divindade, todas as nações, todas as ordens do novo Rei, todos os dias. A abrangência deste comissionamento indica que a missão da Igreja extrapola a conversão do indivíduo, sendo, na verdade, um projeto global de redenção.

(2) O conteúdo da proclamação da Igreja envolve “todas as coisas que Jesus mandou”, e isto abrange muito mais do que o plano da salvação. O evangelho todo, ou “todo o conselho de Deus”, como disse o apóstolo Paulo (Atos 20.27), inclui a totalidade do propósito de Deus para a sua criação.

(3) O comissionamento da Igreja está alicerçado no fato de que toda a autoridade está de volta nas mãos do Senhor Jesus. A Igreja é responsável por proclamar que o Universo tem um novo soberano, que o tempo da rebeldia cessou e que o reino de Deus foi inaugurado. Esta, na verdade, é a boa nova: haverá uma “consumação dos séculos”, um fim bom para a criação e a instalação do reino eterno de Deus, e dele farão parte todos àqueles que a partir de agora se submeterem ao novo Rei, todos aqueles que se “arrependerem, e forem redimidos de seus pecados” (Marcos 1.14). 
O fim último da missão da Igreja não é a conversão em massa de pecadores, mas a instalação definitiva do reino de Deus: “Santificado seja o teu nome, venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na Terra como no céu” (Mateus 6.9,10). Como bem disse John Stott “não devemos separar a salvação do reino de Deus. Na Bíblia, estes dois são virtualmente sinônimos, modelos alternativos que descrevem a mesma obra de Deus. Quando Jesus disse aos seus discípulos:
‘quão difícil é entrar no reino de Deus’, parece ter sido natural que eles respondessem com a pergunta: ‘Então, quem pode ser salvo?’ (Marcos 10.24-26). É evidente que, para eles, entrar no reino de Deus era o mesmo que ser salvo. 
Em síntese, Deus não está resgatando apenas pessoas, está resgatando o Universo e restaurando a plena ordem e harmonia cósmica sob os pés do Senhor Jesus. À luz desta compreensão, devemos concordar com o relatório do Congresso Mundial de Evangelização Lausanne quando afirma que a missão da Igreja é levar o evangelho todo para o homem todo, para todos os homens, promovendo a manifestação histórica do reino de Deus como um sinal do que serão o novo céu e a nova terra. Isto define a ação integral da Igreja, que deve estar no mundo como o Senhor Jesus no mundo esteve: “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós” (João 20.21).
 A missão da Igreja, e, por conseguinte da PIBATAN, é levar o evangelho todo para o homem todo. O homem é espírito, mas não só espírito, o homem é alma, mas não só alma, o homem é físico, mas não só físico; o homem é solidão e companhia, silêncio e palavra, frustração e realização, dor e alegria. O homem tem dois tipos de fome, uma é objetiva e se sacia com pão, outra é abstrata, é fome de beleza, fome de verdade, essa não pode ser saciada por nada material.
Quando falamos em evangelho todo, consideramos que evangelizar é, literalmente, anunciar boas notícias. Mas, que boas notícias são estas? São as notícias a respeito do reino de Deus, inaugurado no ministério terreno de Jesus Cristo. Evangelizar é convocar pessoas para que se rendam ao novo Rei para que possam participar do seu reino eterno, o que implica no apelo à conversão mediante o arrependimento e a fé, bem como no desafio do discipulado, mediante o “negar-se a si mesmo” e o "tomar a cruz" para seguir integralmente a Jesus (Mateus 16.24,25). A PIBATAN compreende que evangelizar é mais do que fazer convertidos, é fazer discípulos que obedecem todas as coisas que Jesus mandou (Mateus 28.19,20). A evangelização bíblica insiste que a conversão não é um ponto de chegada, mas apenas o início de uma nova vida, agora completamente submissa a Jesus Cristo, sob a ação do Espírito Santo de Deus (2coríntios 5.14,15). 
Também, quando falamos em homem todo, lembramo-nos do ditado que diz: “Corpo sem alma é defunto; alma sem corpo é fantasma”. O evangelho destina-se ao ser humano completo: corpo, alma, espírito; e, portanto, diz respeito às questões emocionais, psíquicas, sociais, intelectuais, físicas e, principalmente, espirituais. 
O homem não é um ser compartimentalizado.  É uma unidade indivisível, sendo que suas dimensões de vida estão entrelaçadas e afetando-se mutuamente.  O evangelho, porque é relevante para o espírito - que é a dimensão fundamental da vida humana - também é relevante para a saúde física, mental, psíquica, relacional, enfim, saúde integral.  
Integral é, portanto, o adjetivo chave da missão da PIBATAN no mundo. O Evangelho que anunciamos é integral, completo, o  evangelho todo. E de igual modo, falamos ao ser humano integral, completo, o homem todo.  Nossa visão de santidade não é abstêmica, é inclusiva. Por estas razões, entendemos que a missão da IPIBATAN é levar o evangelho todo para o homem todo.
























FILOSOFIA DE MINISTÉRIO
Já entendemos que o evangelho é boa notícia que abrange o ser humano em sua totalidade. As mãos invisíveis do Deus amigo evidencia um 'estilo' de vida, um carisma, um jeito de ser que nos distingue consoante nossas características visionarias. Somos vocacionados por Deus A LEVAR O EVANGELHO TODO PARA A PESSOA HUMANA TODA alicerçados na Verdade bíblica. Esta maneira peculiar, este jeito próprio de ser, chamamos de filosofia de ministério. A filosofia diz respeito às ênfases e valores peculiares de cada igreja local. É no conceito de filosofia que as comunidades deixam transparecer seu jeito de pensar e seus padrões de comportamento. 

É importante lembrar que cada comunidade possui uma filosofia de ministério própria, o que faz ela ser ela mesma, assim deve ser, pois as Igrejas que se deixam padronizar tentam reproduzir a revelação que Deus concedeu a outro ministério, com isso deixa de ser aquilo que Deus deseja que ela seja... Frustra os planos de Deus. Cada comunidade cristã é responsável por elaborar sua filosofia à luz das bases bíblicas e teológicas. 
 A PIBATAN desenvolve sua filosofia de ministério bebendo na fonte da Palavra, sensível a inspiração oriunda de sua vida íntima com Deus que direciona o seu 'que fazer' no mundo. Nossa filosofia evidencia o aspecto de integralidade de nossa missão, isto esta relacionado com nossa pratica de amor incondicional, desinteressado de retribuições e/ou trocas de favores e benefícios.
Avaliamos olhando para dentro e para fora no tocante das expressões religiosas contemporâneas. Não desprezamos o velho por ser velho, nem nos rendemos ao novo por ser novo. Buscamos um equilíbrio concernente a verdade do Evangelho que liberta dos jugos impostos pelo espírito de religiosidade, contrário a Obra de Cristo. Buscamos o bom censo que abre nossa visão para ver que a realidade do mundo hedonista, materialista e individualista se infiltra em muitas expressões religiosas modernas. Buscamos anular em nós os efeitos modernos da mercantilização da fé, tão em voga em nossa geração, a geração do tempo do fim.
A Filosofia de Ministério da PIBATAN alimenta a intrepidez para romper com a mentira que aprisiona e abraçar a verdade que Liberta. Não queremos outro jugo a não ser de Cristo. Nada é maior do que Cristo, nem mesmo o cristianismo com seu acentuado viés ideológico.
A Bíblia toda (velho e novo testamento) iluminada pela luz do Evangelho, a chave interpretativa das profecias, é nossa imperativa referencia, sendo assim fazemos algumas observações que julgamos importantes.
O culto (Dt 12.11,12) no antigo testamento era realizado no sábado (Ex 20.8). Nesse linha da religiosidade do templo seguiu-se historicamente o mesmo padrão. Elegeu-se uma atividade, o culto, num dia especial, o domingo, um sacerdote, o pastor. Jesus é a pedra de esquina, a Pedra angular desprezada pelos pedreiros, que escolheram permanecer com as dinâmicas do templo.
Com Jesus eis que tudo se fez novo, as coisas velhas passaram... Essas coisas velhas foram, por incrível que pareça, o não cumprimento da lei; os profetas não foram capazes de cumprir toda a lei, nem os sacerdotes, nem os reis... Jesus cumpriu toda a lei, na cruz pagou nosso débito e conquistou em nosso favor um crédito que nos foi imputado.
A IGREJA DO VELHO TESTEMANTO, A IGREJA MODERNA E A IGREJA DO NOVO TESTAMENTO
* A prática-  culto-  constituído regras rígidas, simbologias e liturgia bem fechada, praticada prioritariamente no templo e nas sinagogas com todos os ritos e sacrifícios deixou de ser uma atividade, Jesus rasgou o véu do templo. Hoje o pensamento religioso impõe o mesmo padrão, no entanto, no novo testamento, se cultua com a vida, "quer comais quer bebais que seja para a glória de Deus". Cultuamos a Deus em tudo o que fazemos, esse é o padrão do novo testamento. Jesus celebrava a vida, aprendemos com Ele que não existe atividade mais sagrada do que outra. Estar no templo num domingo de culto é tão culto quanto está numa pizzaria num sábado a noite, ou está batendo papo com amigos numa segundo ociosa. Para Jesus só existe verdade e mentira, sim sim e não não, portanto cumprir a agenda religiosa não é mesmo que cultuar a Deus. Cultuar a Deus é um estado interior e não atividade exteriores. Nossas realização devem refletir o que esta no nosso íntimo. Ainda que tivéssemos toda a ciência, ou falássemos a linguagem dos anjos... Ou entregássemos nosso corpo para ser entregue as chamas... Se não for por amor, tudo terá sido em vão. Deus vê para além das aparências. A moedinha da viúva o impressiona mais do que toda a riqueza dos poderosos. Ele ouve e atende a oração do pecador publicano, mas despreza a arrogância farizaica. Queremos cultuar a Deus com a vida, queremos que o Deus do culto de domingo nos acompanhe por toda semana e nos ensine cultua-lo enquanto trabalhamos, ou estamos em família, fazendo alguma coisa e não fazendo nada... que tudo seja um culto por nosso disposição interior.
* O -dia- Sábado, dia de cultuar. Esse é o padrão religioso do antigo testamento. No espírito de religiosidade desenvolveu-se a ideia de que o dia do cristão cultuar a Cristo é domingo, em virtude dos acontecimentos importantes com Cristo no dia de domingo, assim acontece hoje. O padrão do novo testamento estabelece que não existe dia específico. Devemos adorar a Deus todos os dias. Deus é senhor do sábado, do domingo e todos os dias da semana. O pensamento religioso sacraliza um dia que é observado como o dia do senhor, já Jesus no evangelho desacraliza o sábado e torna sagrado cada segundo debaixo do sol.
* O - lugar-, o templo. No antigo testamento se adorava a Deus no templo. A Igreja manteve essa visão, quando Jesus no evangelho estabeleceu que todo lugar é lugar para adora-lo. Oque seria mais importante, um templo feito por mãos de homens, ou a presença de Jesus, do Espírito Santo? "onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, ali estarei"... "O Espírito sopra aonde quer"...  Não há geografia, não há endereço mais sagrado do que outro. Sabemos da importância de ter um lugar como 'quartel general' onde somos ministrados, discipulados, e enviados. Onde recebemos, muito mais do que damos, onde somos servidos muito mais do que servimos. Disseminou-se a ideia de que nós servimos a Deus no templo, na Igreja, mas Jesus nos ensina que nós o servimos no próximo, no outro. Na PIBATAN estamos sendo ministrados pelo ESPÍRITO SANTO para nos tornarmos sal da terra e luz do mundo. "tive sede e me deste de beber, fome e me deste de comer, nu e me vestistes, preso e me visitastes...". Isso não ocorreu quando fomos na Igreja, isso ocorreu quando nós, enquanto Igreja, fomos ao mundo. Queremos romper com a tendência moderna segregadora que reduz nossa evangelização as paredes do templo e nos mantém acomodados de forma passiva alimentando a ideologia expansionista de impérios religiosos.
* As -pessoas- Sacerdotes e Profetas. Antes de ser inaugurado o Reino de Deus entre nós, o tempo da graça, todos precisavam ser representados por seletas pessoas que tinham acesso a Deus. Os sacerdotes eram intermediários entre Deus e o povo, eles eram responsáveis por todos os rituais religiosos, e somente o sumo sacerdote poderia adentrar o santo dos santos, a presença de Deus. Fazia sacrifícios em nome do povo, pediam perdão, buscavam expiação e buscava a benção dos céus para a nação.
Os profetas eram homens seletos que transmitiam as sentenças de Deus. Eles tinham visões, ouviam vozes, recebiam profecias, anunciavam a verdade e denunciavam a mentira. Deus não partilhava só a sua palavra com o profeta, partilhava o seu coração.
O espírito de religiosidade canonizou pessoas pelas função a elas atribuídas. A superstição pagã alimenta aberrações que embota o entendimento da Palavra de Deus no seio do cristianismo moderno.
 No Evangelho de Jesus Cristo não existem pessoas especiais com estrela na testa, todos são igualmente especiais e Jesus derramou seu sangue por todos. Todos estão aptos a entrar no lugar santo, pelo sangue de Cristo, a graça.
No tocante ao Profeta, quem se rendeu a Cristo se tornou profeta por excelência, pois não há maior profecia do que esta, a Palavra. Buscamos cautela em relação a púlpitos magificados, a espiritualidades performáticas, indução psicológica e coisas desse tipo. Toda espiritualidade que põe em evidência o homem é uma flagrante transgressão do evangelho.
Muitos acorrem a irmãos estigmatizados como "anjo da Igreja, o profeta, a irmã da cura", essa deificação do homem é fruto da superficialidade do conhecimento do Espírito do Evangelho ou da fruição do pecado original que contaminou toda a raça adâmica com a comcupciência dos olhos, a concupciencia da carne e com a soberba da vida".
Martin Lutero, O Reformador, defendeu o sacerdócio universal de todos os cristãos. Independente de dom particular em cristo todos somos sacerdotes, todos somos profetas.
Com a chegada do Reino de Deus, esse quadro, que era temporário, foi modificado. Hoje todos podem e devem entrar na presença de Deus. Não precisamos de nenhum sumo sacerdote, pois o Sumo Sacerdote Supremo nos abril a porta para todos quantos quiserem, Ele rasgou o véu que separava Deus e os homens, por Ele temos acesso direto. Não há mais necessidade de intermediários, de gurus.
A instauração do Reino de Deus não é responsabilidade exclusiva das lideranças instituídas. Ter ou não ter função na instituição não subtrai de ninguém a responsabilidade da Grande Comissão. Todos são igualmente responsáveis pela Obra de Deus.
No antigo testamento as pessoas responsáveis pela Obra eram os sacerdotes. A religiosidade substituiu o sacerdote por pastores. O censo comum apregoa que essas lideranças são responsáveis pela Igreja de Deus, no entanto o padrão do Novo Testamento de Jesus Cristo evidencia que todos são responsáveis pela propagação do Reino. O Ide foi ordenado a todos; ovelhas e pastores, coordenados e coordenadores, liderados e líderes.
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
A PIBATAN visa desenvolver uma espiritualidade que emancipe a alma escravizada pelas superstições e manipulações tendenciosas advinda da erva daninha plantada sob o solo da palavra prostituida. Todo o ministério é convocado por Deus à restaurar o altar da adoração em espírito e verdade.
ESTRUTURA  VELHO TESTAMENTO  HOJE  NOVO TESTAMENTO
Atividade  Culto  Culto  Todas (1Co 10.31)
Dia  Sábado   Domingo  Todos (Cl 2.16,17)
Local  Templo (2Cr 7.12)  Templo  Todos (At 7.47-50)
Pessoas  Sacerdotes (Dt 18.1-8)  Pastores  Todas (1Pe 2.9,10)
 A PIBATAN submetendo-se ao padrão neotestamentário nos instrui a ter uma relação com Deus para além dos limites  culto-clero-domingo-templo. Uma igreja que pretende seguir  a ordem, tal qual foi dada, de Ir por todo o mundo e levar o Evangelho a Toda criatura, não pode se restringir à praticas de eventos esporádico.
Iluminados por essa realidade a PIBATAN declara que sua filosofia ministerial implica atuar  na construção de  uma mentalidade, a mente de Cristo (  ), a fim de que cada membro reproduza na vida cotidiana as mesmas convicções, experiências e ações dos momentos  de reuniões coletivas (domingo). Não queremos cultuar a Deus só na reunião solene, o culto, no domingo, queremos cultua-lo todos os dias em cada atitude. Por isso compreendemos que Deus age de forma eficaz através de nossas relações com as pessoas, pelo fato de priorizarmos gente.
Cada membro da PIBATAN foi vocacionado ao serviço.  Deus nos faz canal de sua graça, recebemos para dar. Quando nos tornamos estoque, quando deixamos de ser canal, quando deixamos de dar paramos de receber.
Esta declaração de filosofia traz consigo três princípios fundamentais da Escritura.
 1. Pessoas precisam de Deus; pessoas precisam de pessoas.
Relacionamento é a palavra chave da vida da PIBATAN. Quem não se relaciona não se integra, quem não se integra não permanece e quando permanece não consegue entender o agir específico de Deus no seio da Comunidade. Toda a Escritura está alicerçada na afirmação de Deus: “Não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2.18). Desde então, “melhor é serem dois do que um” (Eclesiastes 4.12). Cremos na Igreja como corpo de Cristo, no sentido em que Cristo age no mundo através da Igreja (Atos 1.1); isto é, Cristo age no mundo através de pessoas.
 Discipulado se faz através de relacionamentos. Discipular é ensinar a guardar todas as coisas que o Senhor Jesus mandou (Mateus 28.19,20). Paulo, apóstolo fez isso mostrando os bastidores de sua vida para que seus discípulos pudessem ver o evangelho funcionando (2Timóteo 3.10-12).
Discipulado: A evangelização não será completa se não for seguida pelo discipulado. Nossa missão não é fazer convertido, é fazer discípulo. O discipulado é o processo de ajudar a um cristão a reproduzir as virtudes e o caráter de Cristo em sua vida. Nossa tarefa é a de um mentor, um tutor, um pai espiritual. Somos chamados a participar com o Espírito Santo da formação de Jesus em nossas vidas e nas vidas dos outros, para que todos como cristãos e membros da igreja cumpram as prioridades que a Bíblia já estabeleceu.
O cuidado do rebanho se faz através de relacionamentos, pois “admoestar os insubordinados, consolar os desanimados e amparar os fracos” é dever de todos os cristãos (1Tessalonicenses 5.14), mesmo porque a dinâmica da igreja está alicerçada nos mandamentos recíprocos (uns aos outros), abundantemente enfatizados no Novo Testamento. 
Ministérios são desenvolvidos através de relacionamentos. Ministério, serviço, não é algo ligado a estruturas e programas, mas sim a pessoas. Não importa qual seja a área de atuação da igreja, A PIBATAN se propõe a desenvolvê-la através de relacionamentos.
Todas as estratégias de evangelização portam em seu cerne o desejo de promover relações em quatro dimensões;
* Relação com Deus em 1º lugar,
*Com a verdade mais profunda contida em cada um, ou seja, consigo mesmo em 2º lugar,
*Com os demais irmãos que atuam como parceiros em determinados grupos em 3º lugar
* E relação com o semelhante, alvo da evangelização, em 4º lugar
Acreditamos que não basta contribuir financeiramente com missões, queremos um contato missionário com os missionários e também queremos contato com o campo missionário.
Queremos as massas evangelizadas, mas nosso foco é na pessoa, trabalhamos na perspectiva de cuidar e discipular. Queremos saber o nome, as necessidade, os traços característicos, os anseios mais profundos... Focamos no evangelismo pessoal.
Nossa ação social não se restringe ao aspecto assistencialista. Não nos basta distribuir cestas básicos, cobertores e agasalhos, queremos atender as necessidades integrais. Nossa intervenção social não é de cunho proselitista. Não queremos barganhar com a dor, nem com a necessidade alheia, não queremos oferecer Jesus em troca de um prato de comida. Nossa ação social visa resgatar a dignidade humana.  Nossa ação social nos permite testemunhar a respeito de Jesus, não por meio de palavras e discursos, mas testemunhar refletindo o caráter de Cristo em nosso ser e em nosso fazer.
Nossa assistência é incondicional e entendemos que há maior alegria em dar do que em receber. Atuamos na intenção de acolher e auxiliar o ser humano integral. Enfim, valorizamos sempre o contato pessoa-pessoa. 

2. Todo cristão é um ministro.
Uma das mais extraordinárias verdades resgatadas pela Reforma Protestante foi a doutrina do sacerdócio universal de todos os cristãos. Isto é, todos os cristãos têm livre acesso a Deus por meio de Jesus Cristo, e todos os cristãos têm a autoridade e todos os recursos necessários para representar o Senhor Jesus no mundo. 
Isto implica dizer que o ministério é tarefa de todo o povo de Deus, e não apenas dos ministros ordenados. Ministério não é apenas o trabalho dos pastores da Igreja. Todo serviço cristão realizado por amor a Cristo e ao próximo é ministério (gr. diakonia). 
O Espírito Santo dá dons e ministérios a todos e cada um dos cristãos (1Coríntios 12.4-7, 11; 1Pedro 2.9,10), e justamente nesta compreensão é que afirmamos que todo cristão é um ministro, o que justifica o fato de que a PIBATAN quer cumprir sua missão através de todos os seus membros. 
A edificação (crescimento qualificado) de uma comunidade cristã está na proporção direta de sua capacidade de mobilizar todos os seus membros à luz dos dons espirituais e ministérios pessoais.  Deus concede a seus servos talentos naturais e dons espirituais.  A nós cabe dignificar nosso chamado, não enterrar nosso talento.
3. A Igreja é o corpo vivo de Cristo
A ênfase em relacionamentos e a convicção de que todo cristão é um ministro, apontam para o fato de que a PIBATAN não é apenas uma “comunidade reunida para culto”, mas um organismo vivo que, através de seus membros, se espalha por todos os lugares, todos os dias, fazendo tudo para a glória de Deus (1Co 10.31). O ministério de uma igreja não é medido pelo número de pessoas que frequentam seus cultos, mas pela dinâmica de vida dessas pessoas no dia-a-dia da comunidade cristã e seu serviço no mundo. 
Nesse contexto, os pequenos grupos ocupam lugar central no cotidiano PIBATAN. Pequenos Grupos são células de 3 a 12 pessoas, com afinidades, e comprometidas entre si, que buscam aprofundar seus relacionamentos com Cristo e experimentar a realidade do corpo de Cristo, a partir de reuniões regulares. 
A PIBATAN, portanto, quer levar o evangelho todo todos os dias, em todos os lugares, através de todas as atividades de todos os seus membros. Mais uma vez, a palavra integral qualifica a PIBATAN e sua rede de relacionamentos e ministérios.                
               
Oração e adoração ( Louvor, ministração, intimidade, oração... Pr Weverto)

DECLARAÇÃO DE VISÃO PIBATAN
A PIBATAN quer ser um sinal histórico do reino de Deus, levando o evangelho todo para o homem todo, priorizando relacionamentos envolvendo todos os seus membros, além dos limites culto-clero-domingo-templo desenvolvendo uma espiritualidade evangélica do evangelho de Cristo.
Nossa espiritualidade nos aproxima de Deus e do próximo, ela nos livra da deificação do dinheiro, e de erguer altares para nós mesmos. Nos tira do rol de observadores e nos eleva a categoria de discípulos.













PONDO OS PÉS NO CHÃO

1. Como podemos saber se uma igreja local é um sinal histórico do reino de Deus?
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2. Qual é a sua contribuição pessoal para que sua igreja se torne um sinal histórico do reino de Deus?
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3. Quais são as diferentes maneiras como uma igreja pode levar o evangelho todo para o homem todo?
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4. Por que os relacionamentos pessoais são imprescindíveis à saúde integral do cristão e sua
comunidade?
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5. Descreva com suas próprias palavras a Visão PIBATAN.
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6. Imagine que uma reportagem  especial a respeito da PIBATAN  será publicada na edição de domingo de um grande jornal. Quais seriam algumas fotos (registros de atividades) que você recomendaria para comunicar que a PIBATAN é um sinal histórico do reino de Deus? Em quais fotos você apareceria? O que você estaria fazendo na foto?
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