PIBATAN
PRESIDENTE: PR.
WEVERTON
VISÃO, MISSÃO E
FILOSOFIA MINISTERIAL.
Aos voluntários;
Caríssimos
irmãos, vocês estão optando por uma atividade de essencial importância no seio
da Igreja de Deus. Queremos desenvolver um trabalho que reflita o querer de
Deus para a vida da comunidade. Nós temos um chamado, uma vocação, uma
espiritualidade, um estilo, um jeito de ser e de fazer, que pertence inequivocamente
a PIBATAN.
A espiritualidade
concedida por Deus não é imitativa, Deus não repete fórmulas, somos chamados a
ser nós mesmos, pois esse é sonho de Deus em relação a nós. Para isso Deus nos
privilegia com oportunidade de beber na fonte de sua revelação e sermos canal
de sua graça para o mundo.
Nós, chamados por
Deus para trabalhar com o ensino, precisamos entender que nossa função não
consiste em transmitir informações, esse é um dos aspectos de nossa missão.
Somos responsáveis pelo discipulado, pela propagação de uma visão suscitada por
Deus para abençoar nosso tempo.
Por isso buscamos
falar uma só língua, todo reino dividido se autodestrói. Nossas posições são
explicitamente oriundas do Evangelho de Cristo. Temos uma placa, mas servimos a
Cristo, somos uma instituição, mas servimos a Cristo, temos uma doutrina, mas
servimos a Cristo. Cristo primeiro nos escolheu e nós em resposta a essa
escolha abdicamos de TUDO o que não é Cristo para servi-lo. Não servimos a
placa, nem a instituição e nem a doutrina; se temos placa, instituição e
doutrina são para coloca-las a serviço do Reino.
Nossa compreensão
é delineada por princípios evangélicos e não por religiosidade ou modernismos.
Quando vamos a Bíblia somos iluminados em nossa compreensão por Jesus, a chave
exegética que revela o que estava oculto. Quando lemos o salmo de Davi, nossa
preocupação não é com os rompantes de fúria do rei Davi, ou com o que ele
estava sentindo. Nós lemos e pensamos o que Jesus sentiu ao se deparar com essa
narrativa. Jesus deve nos ajudar a ler toda a Palavra, é a partir Dele que
interpretamos e refletimos nosso ser e fazer.
Estamos
condicionados desde o nascimento por uma atmosfera religiosa, no geral, distanciada
do Espírito do Evangelho. É natural experimentarmos
um impacto que em algumas vezes nos conduz a uma crise pessoal ao constatarmos
que muito de nossas crenças adquiridas por herança religiosa são superstições,
paganismos e expressões veterotestamentarias que compõe aquilo que em Cristo se
tornou obsoleto.
Rogo que o
Espírito Santo realize em nós toda a libertação e toda a desintoxicação
espiritual e ideológica. Sem o Espírito nos conduzindo não poderemos realizar
os planos de Deus. Estejamos dóceis e desarmados, analisando com prudência, bom
senso, verdade e sabedoria esse material provisório que resume e transmite em
palavras aquilo que já é uma realidade entre nós.
Prossigamos...
COMUNIDADE DA VISÃO
SOBREVOANDO O TEXTO
Antes da leitura do conteúdo
que se segue seria conveniente que os membros, ou aspirantes a membros da
PIBATAN lessem as passagens a seguir.
Visão = Mateus 5.1-16; Lucas
4.18-21; João 14.12-14;
Missão = Mateus 28.18-20;
Marcos 16.15; João17.18; 20.21;
Filosofia de = Atos
2.41-47; 7.47-50; 1Coríntios 10.31; Colossenses 2.16,17;
Ministério = 1Tessalonicenses
5.12-14; 1Pedro 2.9,10;
ILUMINANDO A PISTA
Antes vamos, com a ajuda
da Palavra de Deus, responder algumas questões que iluminarão nossa
compreensão.
1. Qual é a tarefa
permanente (missão) da Igreja?
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2. Quais são os sinais
históricos do reino de Deus? (Lucas 4.18-21; 11.20)
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3. Como podemos descrever
a obra de Cristo na vida de uma pessoa? (Marcos 5.1-20)
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4. Como podemos descrever
o cotidiano de uma comunidade cristã? (Atos 2.41-47)
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5. Como podemos aplicar
1Coríntios 10.31 na vida de um cristão e sua comunidade?
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ATERRISSANDO NA PALAVRA
VISÃO
A visão descreve um
status futuro de uma organização. Olhando para o futuro, como imaginamos a
PIBATAN?
O que queremos ser, como
Igreja, no futuro?
Nossa resposta é bíblica.
A PIBATAN quer ser um sinal histórico do reino de Deus construindo uma
realidade relacional, horizontal e vertical, que proporcione a todos
experimentar o amor de Jesus.
Jesus comissionou a
Igreja e quando cumprimos o IDe damos continuidade ao ministério
terrenos de Jesus: “assim como o Pai me enviou ao mundo, eu também vos envio”
(João 17.18; 20.21).
A razão da encarnação de
Cristo foi a instauração do Reino de Deus. Ele que É senhor de direito agora
pode ser senhor de fato sobre todo o universo. Como Jesus nos ensinou na oração
do Pai nosso (Mt 6.10) "seja feita a vossa vontade assim na terra como no
céu".
Quereremos poder anunciar
para todos, com nosso testemunho de vida, pessoal e comunitário, que "o
reino de Deus chegou até vós”. (Lucas 11.20).
A chegada do Reino de
Deus era testificada pelos sinais; os cegos viam, os surdos ouviam, os paralíticos
andavam, os endemoniados eram libertos, mortos ressuscitavam. O mais importante
desses sinais nunca foi o fenômeno em si, mas o fruto derivado dele.
Jesus curava, mas não era
curandeiro, o ato fenomenológico materializado por diversas atitudes tinha o
fim de produzir os frutos que eram; SALVAÇÃO, LIBERTAÇÃO E RESTAURAÇÃO, são os
frutos que estão no centro de nossa visão. Pois entendemos que a :
*Cura que não abre
caminho para a salvação, libertação e restauração não cumpre seu papel.
*Dons espirituais
manifestos e ostentados que não produzem como fruto a salvação, libertação e
restauração são estéreis e não cumprem com seu papel.
*Prosperidade financeira
que não resgata a Pessoa de sua mediocridade que conduz ao inferno não cumpre
seu papel, apenas trocou o veículo que o conduzia a perdição da alma, antes ia
para o inferno de fusca, agora vai para inferno de carro importado e mansão na
praia.
* Milagres
extraordinários não é sinal de aprovação de conduta da parte de Deus; haja
vista o povo de Israel no deserto. Durante o dia a nuvem os guiava e protegia
das altas temperaturas do deserto, durante a noite uma coluna de fogo
iluminava, aquecia o frio e guiava o povo em meio a noite desértica, maná
chovia do céu, codornas supria a fome, grandes epifanias aconteciam no
tabernáculo, no entanto toda essa geração, com exceção de dois personagens, Calebe
e Josué, pereceram no deserto e não entraram na terra prometida.
A PIBATAN busca ser para a sociedade um sinal histórico do Reino de Deus permitindo que Sua natureza nos governe, e que Seu amor, santidade,
unidade e poder se manifestem em nós e se estendam por meio de nós ao mundo
como reflexo de nossa relação com Deus e com o próximo.
Somos uma Comunidade da graça que não quer se esquivar de sua responsabilidade.
Não somos salvos pelas obras, somos salvos para as obras. O que fazemos revela
nossa identidade.
MISSÃO
Para concretizar sua
Visão de ser um sinal histórico do reino de Deus, a PIBATAN possui uma Missão.
Enquanto a Visão descreve o status futuro, a Missão descreve a atividade
permanente da organização. Isto é, o que a PIBATAN precisa fazer para se tornar
um sinal histórico do reino de Deus?
A resposta a esta
pergunta define a Missão da PIBATAN.
A missão deixada pelo Senhor Jesus aos primeiros discípulos deve ser o
referencial para a missão da Igreja (Mateus 28.18-20; Marcos 16.15; Lucas
24.46,47; Atos 1.8). Dos registros da chamada Grande Comissão podemos deduzir
alguns princípios fundamentais:
(1) A abrangência da missão da Igreja é ilimitada; É espiritual, psíquica, física, ecológica, estética, social, dando
conta de todas as facetas, conhecidas e desconhecidas, que envolve o ser
humano. O texto de Mateus fala a respeito de toda autoridade, toda a divindade, todas as nações,
todas as ordens do novo Rei, todos os dias. A abrangência deste comissionamento
indica que a missão da Igreja extrapola a conversão do indivíduo, sendo, na
verdade, um projeto global de redenção.
(2) O conteúdo da
proclamação da Igreja envolve “todas as coisas que Jesus mandou”, e isto abrange muito mais
do que o plano da salvação. O evangelho todo, ou “todo o conselho de Deus”,
como disse o apóstolo Paulo (Atos 20.27), inclui a totalidade do propósito de
Deus para a sua criação.
(3) O comissionamento da
Igreja está alicerçado
no fato de que toda a autoridade está de volta nas mãos do Senhor Jesus. A
Igreja é responsável por proclamar que o Universo tem um novo soberano, que o
tempo da rebeldia cessou e que o reino de Deus foi inaugurado. Esta, na
verdade, é a boa nova: haverá uma “consumação dos séculos”, um fim bom para a
criação e a instalação do reino eterno de Deus, e dele farão parte todos àqueles
que a partir de agora se submeterem ao novo Rei, todos aqueles que se
“arrependerem, e forem redimidos de seus pecados” (Marcos 1.14).
O fim último da missão da
Igreja não é a conversão em massa de pecadores, mas a instalação definitiva do
reino de Deus: “Santificado seja o teu nome, venha o teu reino, seja feita a
tua vontade, assim na Terra como no céu” (Mateus 6.9,10). Como bem disse John
Stott “não devemos separar a salvação do reino de Deus. Na Bíblia, estes dois
são virtualmente sinônimos, modelos alternativos que descrevem a mesma obra de
Deus. Quando Jesus disse aos seus discípulos:
‘quão difícil é entrar no
reino de Deus’, parece ter sido natural que eles respondessem com a pergunta:
‘Então, quem pode ser salvo?’ (Marcos 10.24-26). É evidente que, para eles,
entrar no reino de Deus era o mesmo que ser salvo.
Em síntese, Deus não está
resgatando apenas pessoas, está resgatando o Universo e restaurando a plena
ordem e harmonia cósmica sob os pés do Senhor Jesus. À luz desta compreensão,
devemos concordar com o relatório do Congresso Mundial de Evangelização
Lausanne quando afirma que a missão da Igreja é levar o evangelho todo para o
homem todo, para todos os homens, promovendo a manifestação histórica do reino
de Deus como um sinal do que serão o novo céu e a nova terra. Isto define a ação
integral da Igreja, que deve estar no mundo como o Senhor Jesus no mundo
esteve: “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós” (João 20.21).
A missão da Igreja, e, por conseguinte da
PIBATAN, é levar o evangelho todo para o homem todo. O homem é espírito, mas
não só espírito, o homem é alma, mas não só alma, o homem é físico, mas não só
físico; o homem é solidão e companhia, silêncio e palavra, frustração e
realização, dor e alegria. O homem tem dois tipos de fome, uma é objetiva e se
sacia com pão, outra é abstrata, é fome de beleza, fome de verdade, essa não
pode ser saciada por nada material.
Quando falamos em evangelho
todo, consideramos
que evangelizar é, literalmente, anunciar boas notícias. Mas, que boas notícias
são estas? São as notícias a respeito do reino de Deus, inaugurado no
ministério terreno de Jesus Cristo. Evangelizar é convocar pessoas para que se
rendam ao novo Rei para que possam participar do seu reino eterno, o que
implica no apelo à conversão mediante o arrependimento e a fé, bem como no
desafio do discipulado, mediante o “negar-se a si mesmo” e o "tomar a
cruz" para seguir integralmente a Jesus (Mateus 16.24,25). A PIBATAN
compreende que evangelizar é mais do que fazer convertidos, é fazer discípulos
que obedecem todas as coisas que Jesus mandou (Mateus 28.19,20). A
evangelização bíblica insiste que a conversão não é um ponto de chegada, mas
apenas o início de uma nova vida, agora completamente submissa a Jesus Cristo,
sob a ação do Espírito Santo de Deus (2coríntios 5.14,15).
Também, quando falamos
em homem todo, lembramo-nos do ditado que diz: “Corpo sem alma é defunto;
alma sem corpo é fantasma”. O evangelho destina-se ao ser humano completo:
corpo, alma, espírito; e, portanto, diz respeito às questões emocionais,
psíquicas, sociais, intelectuais, físicas e, principalmente, espirituais.
O homem não é um ser
compartimentalizado. É uma unidade indivisível,
sendo que suas dimensões de vida estão entrelaçadas e afetando-se
mutuamente. O evangelho, porque é relevante
para o espírito - que é a dimensão fundamental da vida humana - também é
relevante para a saúde física, mental, psíquica, relacional, enfim, saúde
integral.
Integral é, portanto, o
adjetivo chave da missão da PIBATAN no mundo. O Evangelho que anunciamos é
integral, completo, o evangelho todo. E
de igual modo, falamos ao ser humano integral, completo, o homem todo. Nossa visão de santidade não é abstêmica, é
inclusiva. Por estas razões, entendemos que a missão da IPIBATAN é levar o
evangelho todo para o homem todo.
FILOSOFIA DE MINISTÉRIO
Já entendemos que o
evangelho é boa notícia que abrange o ser humano em sua totalidade. As mãos
invisíveis do Deus amigo evidencia um 'estilo' de vida, um carisma, um jeito de
ser que nos distingue consoante nossas características visionarias. Somos
vocacionados por Deus A LEVAR O EVANGELHO TODO PARA A PESSOA HUMANA TODA alicerçados
na Verdade bíblica. Esta maneira peculiar, este jeito próprio de ser, chamamos
de filosofia de ministério. A filosofia diz respeito às ênfases e valores
peculiares de cada igreja local. É no conceito de filosofia que as comunidades
deixam transparecer seu jeito de pensar e seus padrões de comportamento.
É importante lembrar que
cada comunidade possui uma filosofia de ministério própria, o que faz ela ser
ela mesma, assim deve ser, pois as Igrejas que se deixam padronizar tentam
reproduzir a revelação que Deus concedeu a outro ministério, com isso deixa de
ser aquilo que Deus deseja que ela seja... Frustra os planos de Deus. Cada
comunidade cristã é responsável por elaborar sua filosofia à luz das bases
bíblicas e teológicas.
A PIBATAN desenvolve sua filosofia de
ministério bebendo na fonte da Palavra, sensível a inspiração oriunda de sua
vida íntima com Deus que direciona o seu 'que fazer' no mundo. Nossa filosofia evidencia
o aspecto de integralidade de nossa missão, isto esta relacionado com nossa
pratica de amor incondicional, desinteressado de retribuições e/ou trocas de
favores e benefícios.
Avaliamos olhando para
dentro e para fora no tocante das expressões religiosas contemporâneas. Não
desprezamos o velho por ser velho, nem nos rendemos ao novo por ser novo.
Buscamos um equilíbrio concernente a verdade do Evangelho que liberta dos jugos
impostos pelo espírito de religiosidade, contrário a Obra de Cristo. Buscamos o
bom censo que abre nossa visão para ver que a realidade do mundo hedonista,
materialista e individualista se infiltra em muitas expressões religiosas
modernas. Buscamos anular em nós os efeitos modernos da mercantilização da fé,
tão em voga em nossa geração, a geração do tempo do fim.
A Filosofia de Ministério
da PIBATAN alimenta a intrepidez para romper com a mentira que aprisiona e
abraçar a verdade que Liberta. Não queremos outro jugo a não ser de Cristo.
Nada é maior do que Cristo, nem mesmo o cristianismo com seu acentuado viés
ideológico.
A Bíblia toda (velho e
novo testamento) iluminada pela luz do Evangelho, a chave interpretativa das
profecias, é nossa imperativa referencia, sendo assim fazemos algumas observações
que julgamos importantes.
O culto (Dt 12.11,12) no
antigo testamento era realizado no sábado (Ex 20.8). Nesse linha da
religiosidade do templo seguiu-se historicamente o mesmo padrão. Elegeu-se uma
atividade, o culto, num dia especial, o domingo, um sacerdote, o pastor. Jesus
é a pedra de esquina, a Pedra angular desprezada pelos pedreiros, que
escolheram permanecer com as dinâmicas do templo.
Com Jesus eis que tudo se
fez novo, as coisas velhas passaram... Essas coisas velhas foram, por incrível
que pareça, o não cumprimento da lei; os profetas não foram capazes de cumprir
toda a lei, nem os sacerdotes, nem os reis... Jesus cumpriu toda a lei, na cruz
pagou nosso débito e conquistou em nosso favor um crédito que nos foi imputado.
A IGREJA DO VELHO
TESTEMANTO, A IGREJA MODERNA E A IGREJA DO NOVO TESTAMENTO
* A prática- culto- constituído
regras rígidas, simbologias e liturgia bem fechada, praticada prioritariamente
no templo e nas sinagogas com todos os ritos e sacrifícios deixou de ser uma
atividade, Jesus rasgou o véu do templo. Hoje o pensamento religioso impõe o
mesmo padrão, no entanto, no novo testamento, se cultua com a vida, "quer
comais quer bebais que seja para a glória de Deus". Cultuamos a Deus em
tudo o que fazemos, esse é o padrão do novo testamento. Jesus celebrava a vida,
aprendemos com Ele que não existe atividade mais sagrada do que outra. Estar no
templo num domingo de culto é tão culto quanto está numa pizzaria num sábado a
noite, ou está batendo papo com amigos numa segundo ociosa. Para Jesus só
existe verdade e mentira, sim sim e não não, portanto cumprir a agenda
religiosa não é mesmo que cultuar a Deus. Cultuar a Deus é um estado interior e
não atividade exteriores. Nossas realização devem refletir o que esta no nosso
íntimo. Ainda que tivéssemos toda a ciência, ou falássemos a linguagem dos
anjos... Ou entregássemos nosso corpo para ser entregue as chamas... Se não for
por amor, tudo terá sido em vão. Deus vê para além das aparências. A moedinha
da viúva o impressiona mais do que toda a riqueza dos poderosos. Ele ouve e
atende a oração do pecador publicano, mas despreza a arrogância farizaica.
Queremos cultuar a Deus com a vida, queremos que o Deus do culto de domingo nos
acompanhe por toda semana e nos ensine cultua-lo enquanto trabalhamos, ou
estamos em família, fazendo alguma coisa e não fazendo nada... que tudo seja um
culto por nosso disposição interior.
* O -dia- Sábado, dia de cultuar. Esse é o
padrão religioso do antigo testamento. No espírito de religiosidade desenvolveu-se
a ideia de que o dia do cristão cultuar a Cristo é domingo, em virtude dos
acontecimentos importantes com Cristo no dia de domingo, assim acontece hoje. O
padrão do novo testamento estabelece que não existe dia específico. Devemos
adorar a Deus todos os dias. Deus é senhor do sábado, do domingo e todos os
dias da semana. O pensamento religioso sacraliza um dia que é observado como o
dia do senhor, já Jesus no evangelho desacraliza o sábado e torna sagrado cada
segundo debaixo do sol.
* O - lugar-, o templo. No antigo testamento se
adorava a Deus no templo. A Igreja manteve essa visão, quando Jesus no
evangelho estabeleceu que todo lugar é lugar para adora-lo. Oque seria mais
importante, um templo feito por mãos de homens, ou a presença de Jesus, do
Espírito Santo? "onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, ali
estarei"... "O Espírito sopra aonde quer"... Não há geografia, não há endereço mais
sagrado do que outro. Sabemos da importância de ter um lugar como 'quartel
general' onde somos ministrados, discipulados, e enviados. Onde recebemos,
muito mais do que damos, onde somos servidos muito mais do que servimos.
Disseminou-se a ideia de que nós servimos a Deus no templo, na Igreja, mas
Jesus nos ensina que nós o servimos no próximo, no outro. Na PIBATAN estamos
sendo ministrados pelo ESPÍRITO SANTO para nos tornarmos sal da terra e luz do
mundo. "tive sede e me deste de beber, fome e me deste de comer, nu e me vestistes,
preso e me visitastes...". Isso não ocorreu quando fomos na Igreja, isso
ocorreu quando nós, enquanto Igreja, fomos ao mundo. Queremos romper com a
tendência moderna segregadora que reduz nossa evangelização as paredes do
templo e nos mantém acomodados de forma passiva alimentando a ideologia expansionista
de impérios religiosos.
* As -pessoas- Sacerdotes
e Profetas. Antes de ser inaugurado o Reino de Deus entre nós, o tempo da graça,
todos precisavam ser representados por seletas pessoas que tinham acesso a
Deus. Os sacerdotes eram intermediários entre Deus e o povo, eles eram
responsáveis por todos os rituais religiosos, e somente o sumo sacerdote
poderia adentrar o santo dos santos, a presença de Deus. Fazia sacrifícios em
nome do povo, pediam perdão, buscavam expiação e buscava a benção dos céus para
a nação.
Os profetas eram homens
seletos que transmitiam as sentenças de Deus. Eles tinham visões, ouviam vozes,
recebiam profecias, anunciavam a verdade e denunciavam a mentira. Deus não
partilhava só a sua palavra com o profeta, partilhava o seu coração.
O espírito de
religiosidade canonizou pessoas pelas função a elas atribuídas. A superstição
pagã alimenta aberrações que embota o entendimento da Palavra de Deus no seio
do cristianismo moderno.
No Evangelho de Jesus Cristo não existem
pessoas especiais com estrela na testa, todos são igualmente especiais e Jesus
derramou seu sangue por todos. Todos estão aptos a entrar no lugar santo, pelo
sangue de Cristo, a graça.
No tocante ao Profeta,
quem se rendeu a Cristo se tornou profeta por excelência, pois não há maior
profecia do que esta, a Palavra. Buscamos cautela em relação a púlpitos
magificados, a espiritualidades performáticas, indução psicológica e coisas
desse tipo. Toda espiritualidade que põe em evidência o homem é uma flagrante transgressão
do evangelho.
Muitos acorrem a irmãos
estigmatizados como "anjo da Igreja, o profeta, a irmã da cura", essa
deificação do homem é fruto da superficialidade do conhecimento do Espírito do
Evangelho ou da fruição do pecado original que contaminou toda a raça adâmica
com a comcupciência dos olhos, a concupciencia da carne e com a soberba da
vida".
Martin Lutero, O Reformador,
defendeu o sacerdócio universal de todos os cristãos. Independente de dom
particular em cristo todos somos sacerdotes, todos somos profetas.
Com a chegada do Reino de
Deus, esse quadro, que era temporário, foi modificado. Hoje todos podem e devem
entrar na presença de Deus. Não precisamos de nenhum sumo sacerdote, pois o
Sumo Sacerdote Supremo nos abril a porta para todos quantos quiserem, Ele
rasgou o véu que separava Deus e os homens, por Ele temos acesso direto. Não há
mais necessidade de intermediários, de gurus.
A instauração do Reino de
Deus não é responsabilidade exclusiva das lideranças instituídas. Ter ou não
ter função na instituição não subtrai de ninguém a responsabilidade da Grande
Comissão. Todos são igualmente responsáveis pela Obra de Deus.
No antigo testamento as
pessoas responsáveis pela Obra eram os sacerdotes. A religiosidade substituiu o
sacerdote por pastores. O censo comum apregoa que essas lideranças são
responsáveis pela Igreja de Deus, no entanto o padrão do Novo Testamento de
Jesus Cristo evidencia que todos são responsáveis pela propagação do Reino. O
Ide foi ordenado a todos; ovelhas e pastores, coordenados e coordenadores,
liderados e líderes.
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
A PIBATAN visa
desenvolver uma espiritualidade que emancipe a alma escravizada pelas superstições
e manipulações tendenciosas advinda da erva daninha plantada sob o solo da
palavra prostituida. Todo o ministério é convocado por Deus à restaurar o altar
da adoração em espírito e verdade.
ESTRUTURA VELHO TESTAMENTO HOJE
NOVO TESTAMENTO
Atividade Culto
Culto Todas (1Co 10.31)
Dia Sábado
Domingo Todos (Cl 2.16,17)
Local Templo (2Cr 7.12) Templo
Todos (At 7.47-50)
Pessoas Sacerdotes (Dt 18.1-8) Pastores
Todas (1Pe 2.9,10)
A PIBATAN submetendo-se ao padrão
neotestamentário nos instrui a ter uma relação com Deus para além dos
limites culto-clero-domingo-templo. Uma
igreja que pretende seguir a ordem, tal
qual foi dada, de Ir por todo o mundo e levar o Evangelho a Toda criatura, não
pode se restringir à praticas de eventos esporádico.
Iluminados por essa
realidade a PIBATAN declara que sua filosofia ministerial implica atuar na construção de uma mentalidade, a mente de Cristo ( ), a fim de que cada membro reproduza na vida
cotidiana as mesmas convicções, experiências e ações dos momentos de reuniões coletivas (domingo). Não queremos
cultuar a Deus só na reunião solene, o culto, no domingo, queremos cultua-lo
todos os dias em cada atitude. Por isso compreendemos que Deus age de forma
eficaz através de nossas relações com as pessoas, pelo fato de priorizarmos
gente.
Cada membro da PIBATAN foi
vocacionado ao serviço. Deus nos faz
canal de sua graça, recebemos para dar. Quando nos tornamos estoque, quando
deixamos de ser canal, quando deixamos de dar paramos de receber.
Esta declaração de
filosofia traz consigo três princípios fundamentais da Escritura.
1. Pessoas precisam de Deus; pessoas
precisam de pessoas.
Relacionamento é a
palavra chave da vida da PIBATAN. Quem não se relaciona não se integra, quem
não se integra não permanece e quando permanece não consegue entender o agir
específico de Deus no seio da Comunidade. Toda a Escritura está alicerçada na
afirmação de Deus: “Não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2.18). Desde
então, “melhor é serem dois do que um” (Eclesiastes 4.12). Cremos na Igreja
como corpo de Cristo, no sentido em que Cristo age no mundo através da Igreja
(Atos 1.1); isto é, Cristo age no mundo através de pessoas.
Discipulado se faz através de relacionamentos.
Discipular é ensinar a guardar todas as coisas que o Senhor Jesus mandou
(Mateus 28.19,20). Paulo, apóstolo fez isso mostrando os bastidores de sua vida
para que seus discípulos pudessem ver o evangelho funcionando (2Timóteo
3.10-12).
Discipulado: A
evangelização não será completa se não for seguida pelo discipulado. Nossa
missão não é fazer convertido, é fazer discípulo. O discipulado é o processo de
ajudar a um cristão a reproduzir as virtudes e o caráter de Cristo em sua vida.
Nossa tarefa é a de um mentor, um tutor, um pai espiritual. Somos chamados a
participar com o Espírito Santo da formação de Jesus em nossas vidas e nas
vidas dos outros, para que todos como cristãos e membros da igreja cumpram as
prioridades que a Bíblia já estabeleceu.
O cuidado do rebanho se
faz através de relacionamentos, pois “admoestar os insubordinados, consolar os
desanimados e amparar os fracos” é dever de todos os cristãos (1Tessalonicenses
5.14), mesmo porque a dinâmica da igreja está alicerçada nos mandamentos
recíprocos (uns aos outros), abundantemente enfatizados no Novo
Testamento.
Ministérios são
desenvolvidos através de relacionamentos. Ministério, serviço, não é algo
ligado a estruturas e programas, mas sim a pessoas. Não importa qual seja a
área de atuação da igreja, A PIBATAN se propõe a desenvolvê-la através de
relacionamentos.
Todas as estratégias de
evangelização portam em seu cerne o desejo de promover relações em quatro
dimensões;
* Relação com Deus em 1º
lugar,
*Com a verdade mais
profunda contida em cada um, ou seja, consigo mesmo em 2º lugar,
*Com os demais irmãos que
atuam como parceiros em determinados grupos em 3º lugar
* E relação com o
semelhante, alvo da evangelização, em 4º lugar
Acreditamos que não basta
contribuir financeiramente com missões, queremos um contato missionário com os
missionários e também queremos contato com o campo missionário.
Queremos as massas evangelizadas,
mas nosso foco é na pessoa, trabalhamos na perspectiva de cuidar e discipular.
Queremos saber o nome, as necessidade, os traços característicos, os anseios
mais profundos... Focamos no evangelismo pessoal.
Nossa ação social não se
restringe ao aspecto assistencialista. Não nos basta distribuir cestas básicos,
cobertores e agasalhos, queremos atender as necessidades integrais. Nossa
intervenção social não é de cunho proselitista. Não queremos barganhar com a
dor, nem com a necessidade alheia, não queremos oferecer Jesus em troca de um
prato de comida. Nossa ação social visa resgatar a dignidade humana. Nossa ação social nos permite testemunhar a
respeito de Jesus, não por meio de palavras e discursos, mas testemunhar
refletindo o caráter de Cristo em nosso ser e em nosso fazer.
Nossa assistência é
incondicional e entendemos que há maior alegria em dar do que em receber.
Atuamos na intenção de acolher e auxiliar o ser humano integral. Enfim,
valorizamos sempre o contato pessoa-pessoa.
2. Todo cristão é um
ministro.
Uma das mais
extraordinárias verdades resgatadas pela Reforma Protestante foi a doutrina do
sacerdócio universal de todos os cristãos. Isto é, todos os cristãos têm livre
acesso a Deus por meio de Jesus Cristo, e todos os cristãos têm a autoridade e
todos os recursos necessários para representar o Senhor Jesus no mundo.
Isto implica dizer que o
ministério é tarefa de todo o povo de Deus, e não apenas dos ministros
ordenados. Ministério não é apenas o trabalho dos pastores da Igreja. Todo
serviço cristão realizado por amor a Cristo e ao próximo é ministério (gr.
diakonia).
O Espírito Santo dá dons e
ministérios a todos e cada um dos cristãos (1Coríntios 12.4-7, 11; 1Pedro
2.9,10), e justamente nesta compreensão é que afirmamos que todo cristão é um
ministro, o que justifica o fato de que a PIBATAN quer cumprir sua missão
através de todos os seus membros.
A edificação (crescimento
qualificado) de uma comunidade cristã está na proporção direta de sua capacidade
de mobilizar todos os seus membros à luz dos dons espirituais e ministérios
pessoais. Deus concede a seus servos
talentos naturais e dons espirituais. A
nós cabe dignificar nosso chamado, não enterrar nosso talento.
3. A Igreja é o corpo
vivo de Cristo
A ênfase em
relacionamentos e a convicção de que todo cristão é um ministro, apontam para o
fato de que a PIBATAN não é apenas uma “comunidade reunida para culto”, mas um
organismo vivo que, através de seus membros, se espalha por todos os lugares, todos
os dias, fazendo tudo para a glória de Deus (1Co 10.31). O ministério de uma
igreja não é medido pelo número de pessoas que frequentam seus cultos, mas pela
dinâmica de vida dessas pessoas no dia-a-dia da comunidade cristã e seu serviço
no mundo.
Nesse contexto, os
pequenos grupos ocupam lugar central no cotidiano PIBATAN. Pequenos Grupos são
células de 3 a 12 pessoas, com afinidades, e comprometidas entre si, que buscam
aprofundar seus relacionamentos com Cristo e experimentar a realidade do corpo de
Cristo, a partir de reuniões regulares.
A PIBATAN, portanto, quer
levar o evangelho todo todos os dias, em todos os lugares, através de todas as
atividades de todos os seus membros. Mais uma vez, a palavra integral qualifica
a PIBATAN e sua rede de relacionamentos e ministérios.
Oração e adoração (
Louvor, ministração, intimidade, oração... Pr Weverto)
DECLARAÇÃO DE VISÃO
PIBATAN
A PIBATAN quer ser um
sinal histórico do reino de Deus, levando o evangelho todo para o homem todo,
priorizando relacionamentos envolvendo todos os seus membros, além dos limites
culto-clero-domingo-templo desenvolvendo uma espiritualidade evangélica do
evangelho de Cristo.
Nossa espiritualidade nos
aproxima de Deus e do próximo, ela nos livra da deificação do dinheiro, e de
erguer altares para nós mesmos. Nos tira do rol de observadores e nos eleva a
categoria de discípulos.
PONDO OS PÉS NO CHÃO
1. Como podemos saber se
uma igreja local é um sinal histórico do reino de Deus?
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2. Qual é a sua contribuição
pessoal para que sua igreja se torne um sinal histórico do reino de Deus?
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3. Quais são as
diferentes maneiras como uma igreja pode levar o evangelho todo para o homem
todo?
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4. Por que os
relacionamentos pessoais são imprescindíveis à saúde integral do cristão e sua
comunidade?
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5. Descreva com suas
próprias palavras a Visão PIBATAN.
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6. Imagine que uma
reportagem especial a respeito da
PIBATAN será publicada na edição de
domingo de um grande jornal. Quais seriam algumas fotos (registros de
atividades) que você recomendaria para comunicar que a PIBATAN é um sinal histórico
do reino de Deus? Em quais fotos você apareceria? O que você estaria fazendo na
foto?
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