segunda-feira, 5 de março de 2012

DISCIPULADO PARA PEQUENOS GRUPOS PIB


DISCIPULADO BÁSICO
(guia de discipulado)
TEMOS A OPÇÃO DE ESTUDAR A BÍBLIA EM GRUPO E DE SER GRUPO COM A BÍBLIA NA MÃO.
Já é realidade inspirada pelo Espírito Santo e materializada no cotidiano da PIBATAN o estudo bíblico sistematizado pelo programa de CÉLULAS.
Este pequeno guia se propõe traçar propostas e diretrizes para otimizar nossos pequenos 'grandes encontros', visando aplicar um conteúdo mínimo básico  necessário para a inserção no discipulado cristão, um mínimo irredutível sem o qual não é lícito crer-se cristão. Não se trata de conteúdos e estudos de alta complexidade, mas do mínimo essencial, sem o qual não se pode compreender o próprio Ser cristão. É simples, não superficial... É básico, não obsoleto. "Em nosso voluntariado começamos fazendo o que é necessário, realizamos o possível e logo estaremos contemplando o impossível", Deus sempre nos surpreende.

Desde as comunidades primitivas a disseminação do Evangelho foi possível graças a dinâmica das pequenas comunidades, por sua versatilidade, sua inserção, seu caráter... Essa foi a terra fértil sobre a qual a semente da palavra foi fecundada.
A célula é mais do que um grupo de estudo bíblico, é o local propício para o auto pastoreio onde o líder exerce a função de facilitador, um mediador de conhecimentos e de relações, ele não coordena, ele pastoreia. Por isso que desenvolver um estudo bíblico em célula é uma tarefa árdua; estar sob a direção do Espírito Santo é fundamental.
Esse estudo não tem a pretensão de ser tão profundo, como se propõe outros programas de formação. É mais um relacionamento com a palavra na mão do que abrir a palavra para um perscrutar profundo e 'teologizante'. É a busca pelos frutos mais do que pela intelecção, é desenvolver a espiritualidade evangélica mais do que decorar conceitos.
O foco do estudo no pequeno grupo não é a profundidade, mas sim o relacionamento em torno da palavra de Deus. A ênfase é a atmosfera dialogal, interação, empatia, abertura, encontro com o novo; tudo à luz da Palavra.
Por que um programa de discipulado para pequenos grupos?
Razões: Crescimento espiritual para não incorrer na infertilidade dos que frequentam a Igreja, e até mesmo escola dominical, há cinquenta anos e não conseguem desenvolver nenhuma aparência com Cristo... Alguns afirmam que tem 40 anos de vida cristã e não conseguem perceber que na verdade foram reprovados 39 anos e talvez tenham um ano de vida cristã autentica. Muitas vezes os anos de pertença pressupõe a quantidade de tempo desperdiçado, não adianta passar meio século envolto nas agendas da religião e não lutar para adquirir atributos vitais para o cristão.A caminhada com cristo é marcada pela qualidade do tempo com Ele e não pela quantidade, ou currículo religioso.
A vida cristã é norteada pelo Espírito que nos faz testemunhar de Jerusalém até os confins da terra, esse testemunho , ao contrário do que muitos pensam, não é vernáculo, não é vozerio, nem discursivo, não é pregação, nem a ladainha de opiniões particulares... Esse testemunhar é refletir na vida o caráter de Cristo... Isso é infinitamente mais comprometedor e exigente que verbalizar conhecimentos adquiridos.
Crescimento espiritual
Crescimento espiritual não é instantâneo, é gradual. Não existe experiência definitiva que nos manterá frizados em altos níveis, todos podem decair, quem não está em crescimento esta regredindo. Na espiritualidade quem não está evoluindo esta diminuindo, parar de crescer é optar por "desespiritualizar-se". O que não é movimento para frente é movimento para trás.
Como aprender a crescer?
Aprendemos por experiência, por assimilação num processo de interação contínua com tudo e com todos que nos cercam. Na espiritualidade crescer é fruto de disciplina pessoal,foco... É preciso ter noção de onde se quer chegar. "Quem não sabe aonde quer chegar esta satisfeito com qualquer lugar".
*O processo de crescimento espiritual é a transformação de nosso entendimento; criar a mente de Cristo, a renovação constante de nossa mentalidade. Constante trocar da mentira pela Verdade, a Bíblia chama de transformação do entendimento. Pensar com a mente de Cristo.
* O crescimento espiritual não é (apenas) cognitivo é experiencial. Nós crescemos quando fazemos e não quando aprendemos; aprender e não praticar é desperdício de tempo e de energia. Uma coisa é saber teoria da dança, outra coisa é saber dançar. Há uma grande diferença entre saber a respeito das coisas e experienciar essas coisas que se sabe.
Dt 2 "vocês experimentaram o que eu fiz no Egito, portanto obedeçam".
“provai e vede que o senhor é bom", "não sejamos (Tg 1,22) meramente ouvintes da palavra, mas praticantes".
Hb 5,11"quanto a isso temos muito que dizer... Por que vocês se tornaram lentos para aprender... De fato já devessem ser mestres... Estão precisando de leite e não de alimento sólido..."
Vamos refletir sobre um exemplo de nossa falta de compreensão:
(Ex). Ceia memorial.
Participamos há 100 anos da ceia, quase sempre de forma religiosa sem penetrar seu real sentido .
A Palavra diz que "quem come e bebe sem discernir o corpo e o sangue come e bebe a própria condenação". O que é esse  discernir o corpo de cristo? Tomamos a ceia mais de cem vezes e não sabemos que negócio é esse de discernir o corpo e o sangue.
Por conta disso a Palavra diz que o homem tem que examinar a si mesmo antes de tomar do cálice e do pão. A maioria das liturgias religiosas não dão tempo para se fazer o auto exame, não criam hambiente para ele, não tem silêncio para isso, não há a introspecção necessária.
Toda vez que estivermos juntos para partir o pão e beber o cálice devemos parar tudo para pensar Nele, no que Ele fez, esse é o memorial. Ninguém deve se aproximar Dele se estiver em débito com o irmão, examine-se...
Exercitar-se é fundamental
A Palavra diz em Hebreus  " pelo exercicio constante tornaran-se aptos para fazer o bem e não o mal", vejam que Ele diz que não foi  pelo estudo constante... Tem gente que leu a Bíblia mais de 10 vezes , mas não parece.
O que da Bíblia nós praticamos? Sabemos muito e praticamos pouco.
Nosso foco de discipulado deve extrapolar a lógica racional cartesiana, teórica.
Não existe apostila para discernir demônio oculto, joio de trigo, estratégia melhor, ousadia de rebeldia, esse discernimento vem de Deus, da intimidade com Ele, da experiência.
* Crescimento espiritual não é individual, é relacional. No seio da comunidade somos molestados pela Verdade, incomodados em nossas trevas pela luz que já brilha na vida dos irmãos. Perscrutamos o caminhar alheio e somos animados a sair do comodismo.
A coragem alheia destrói nossa postura covarde. Buscamos mansidão, paciência, bondade, intimidade, proximidade, confiança... isso se constrói.
Ter liberdade de falar e ouvir, corrigir e aconselhar é próprio da relação íntima da vida do grupo. Um dialogar livre, sem milindres.
Ser ouvido demanda tempo, é um processo. Na célula experimentamos: Amizade espiritual, levar a carga um do outro, confessar a culpa um para o outro, aconselhar um ao outro. Entranháveis sentimentos afloram dessa relação humana alicersada na Palavra... Dar palpite na vida do outro é um solo sagrado, nem todos podem pisar.
O convívio na célula opera a obra da lapidação pessoal.
Lemos em Hebreus 3,12 "cuidado para que nenhum de vocês tenham um coração perverso e incredulo"... Cristão pode ter coração assim... Isso é depositar em saquitel furado, sacrifício de tolo, desperdiçar a vida. Estar nessa relação humana é essencial para que nem nós nem nossos irmãos tenham o coração corrompido
* Crescimento espiritual não é altomático, ele é intencional. Você precisa tomar providências para crescer. Alguém cuida de mim e depois eu aprendo a me cuidar.
Se o ato de cuidar é bem focado, esse alguém que cuidou de mim me ensinou a me cuidar. Quem chega a 40 anos e não foi educado para cuidar de si mesmo foi vítima; o problema foi de quem educou sem conduzir a altonomia. Se cuidarmos bem das pessoas elas aprenderão a se cuidar.
Paulo diz em Timóteo 4,7 ' exercita-te na piedade', faça alguma coisa para crescer. Nosso conceito de graça não pode anular nosso compromisso pessoal.
Teologia moral de causa e efeito não funciona em nosso relacionamento com Deus, Deus não nos paga por causa de nós mesmos, mas pela Sua Graça. Eu sou infiel e Deus continua fiel, Ele não anula sua promessa por causa de minha infidelidade...
O critério de nosso relacionamento com Deus é a graça, mas o critério de nosso relacionamento com o mundo, com a vida, é a lei da semeadura e da ceifa.
A terra não presenteia com  frutos o agricultor que não plantou. Quem semeia vento colhe tempestade. Na vida recebemos aquilo que damos, que plantamos.
Não se cresce apenas sabendo coisas, acumulando informações. Não se cresce de forma altomática, nem individualmente no particular de forma privativa  'eu e Deus'.
Uma onda ideológica moderna afirma que podemos agradar a Deus em casa, ser do Reino sem ir à comunidade cristã. Não fiquem sozinhos ilhados acreditando que não se precisa de Igreja, nem de relacionamento, isso não funciona.

Estamos na direção do mínimo irredutível, a se saber, para ser cristão.
As noções a seguir são eixos temáticos que podem ser desenvolvidos e contextualizados de acordo com o foco proposto pelos temas geradores desejados ( família, pecado, paternidade, violência, fidelidade, fé, política, ecologia, e etc... A critério pessoal)
* Igreja comunidade da cruz, ela é o centro da história  pessoal, da humanidade e de cada um. Tudo o que experimentamos em Deus é por causa da cruz.
Por quê a cruz é necessária?
Qual é a obra da cruz?
Quais são os  imperativos da cruz?
Nesse módulo precisamos indagar o sentido da morte de Cristo na cruz. Por que Jesus precisou morrer, o que fez por nós quando morreu e o que espera de nós a partir de sua cruz.
Não confundamos conversão com adesão, a maioria das pessoas aderiram a fé, não se converteram, não passaram pela cruz, desprezam, ignoram e abominam as demandas da cruz de Cristo.
* Comunidade da vida. O quê caracteriza  a vida de um discípulo? Novo nascimento, o que é isso?  Nascer da água e do Espírito, como? Como diferenciar nascimento biológico de nascimento espiritual? O quê é o novo homen?
O cristão  regenerado foi gerado outra vez; que nova natureza é essa?
Como olhar quem diz que nasceu de novo e começar a desconfiar que ele realmente nasceu mesmo?
Nossa membresia na Igreja é nosso corolário de fé em Cristo. Toda pessoa pertence a  uma família, quem é cristão, da mesma forma, precisa  estar numa comunidade, não se trata de escolha, mas de necessidade.
A questão não é se farei parte de uma comunidade, mas como atuarei na comunidade. O papo de 'cristo sim e Igreja não' está equivocado.
A salvação é pessoal, a vida cristã é comunitária, nada no cristiamnismo é individual. Conhecer a cristo é viver na comundiade do amor, amar como ele amou uns aos outros,.
* Comunidade do amor. Se amarmos  uns aos outros o mundo  saberá que somos discípulos de jesus. Não é o poder, nem os dons, nem virtudes que revelam nossa identidade, mas o Amor em comunidade.
Nesse módulo devemos compreender qual a origem da Igreja, sua composição, quem fundou, quem pode fazer parte, suas dimensões  universal e local.
Importante salientar que a Igreja é uma rede de diversidade, mutualidade e serviço... e compreender o seu funcionamento. Se a pessoa passou pela cruz então recebeu nova vida.
Comunidade está voltada para o reino e não para si mesma.
QUal o nosso papel na missão do envio, o ide?
Qual a  dinâmica e funcionamento da Igreja?
* Comunidade do carisma. Comunidade e pessoa ungida pelo Espírito.
Como é nossa experiência de inserção no mundo espiritual?
Como entender corretamente o  'batismo no Espírito'?
O que são os frutos do Espírito; os dons do Espírito e as manifestações do Espirito Santo?

* Comunidade do Reino.  Precisamos entender o que é esse Reino. O por quê de um Reino. Quando foi a  promessa, seus sinais.
O reino possui dimensões, está dentro e está fora de nós; possui o seu 'já' e o seu 'ainda não'.
Qual o nosso papel como comunidade do Reino? Como podemos entender as  relações Reino mundo e Igreja?

Conclusão: Devemos chegar ao fim desse trabalho aptos para responder, e se não tivermos facilidade na formulação verbal devemos,no mínimo compreender o sentido do 'ser cristão'.
Você é cristão? Então responda: O que Cristo fez por você na Cruz? Como foi sua experiência  de novo nascimento? O que é ser Igreja? Como são suas experiência com Deus... ... ...  Se todas respostas anteriores forem 'não sei' é preciso reconsiderar o ser cristão. Talvez se eu perguntasse outra vez se 'você é cristão', muitos responderiam honestamente, 'não sei'.
O projeto de Deus para nós tem começo meio e fim. Ele diz respeito a qualidade de vida, nossa identidade,  nossa comunidade, nossa espiritualidade, nossa misão,  o significado de nossa vida... o por quê Deus nos mantém vivos no planeta a terra.
Muitos se sentam a beira da cama e pensam que se Deus os levasse agora não faria a menor diferença e isso é muito triste. Há muito o que fazer na vida, há um projeto histórico para cada um de nós.
Quem diz que não sabe perdoar nunca ouvil falar em novo nascimento, regeneração. Quem não acredita na Igreja nunca ouvil falar em comunidade do amor. Quem acha a vida apática nunca ouvil falar em Reino de Deus como a grande causa da vida. Nós precisamos nos libertar da cultura evangélica para no convertermos ao Evangelho de Cristo. Sair das trevas e também sair das sombras.Quando um ímpio se converte de sua impiedade, e aceita Jesus, há no céu uma festa; Os anjos festejam da mesma forma quando o indíviduo se liberta da religiosidade e abraça o Cristo. Que essa nossa pequena jornada tenha nos aproximado mais de Cristo.

Que esse registro sistematizado das verdades do Evangelho, seja suficiente para libertar, esclarecer, resignificar, afastar dos equívocos e mentiras com claro objetivo de nos fazer experimentar a vontade de Deus que é boa , perfeita e agradável.
Conteúdo processado para formação de grupos pequenos.
                                                                    Guia de discipulado básico.


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