segunda-feira, 5 de março de 2012

DOUTRINA DE CRISTO (SOTEREOLOGIA)


MATÉRIA ‐ SOTERIOLOGIA: DOUTRINA DE CRISTO 
1.  Graça:  É  o  poder  dinâmico  de  Deus  que  provêm  imerecidamente  para 
capacitar o homem a desejar e fazer a Sua vontade (Fp.2:13; Ico.1:4,5; IITm.1:9; 
Tg.1:18; IICo.3:5; Hb.13:21; Is.26:12; Jr.10:23; Pv.16:9; 20:24; ICo.15:10).  
Passou o tempo dos sacrificios, dos méritos e dos intermediários. O tempo da graça é a desgraça dos poderosos manipuladores das dinãmicas da religião. A PIBATAN é uma comunidade cristã que afirma sua clara opção por viver em plena dependência da graça e por que recebeu não retém a benção, mas testifica sua fé por meio das obras. As obras não nos salvam, elas identificam, por meio delas temos o fedeeback para uma autoavalição verdadeira. Elas depõem a favor ou contra o que nós somos.
2.  Predestinação:  É  o  conselho  ou  decreto  de  Deus  concernente  aos  homens 
decaídos, incluindo a eleição soberana de uns e a justa reprovação dos restantes 
(Rm.8:29,30; 9:11‐24; Ef.1:5,11).  Todos somos pecadores e dignos da condenação.Não devemos olhar o aspecto da predestinação como algo determinista, está escrito e pronto, pois há o livre harbítrio. Deus nos predestina para a salvação, mas nós podemos aceitar ou rejeitar a salvação.
Os dois aspectos da predestinação são:  
(a)  Eleição: É o ato eterno de Deus pelo qual Ele, em seu soberano beneplácito, e 
sem  levar  em  conta  nenhum  mérito  previsto  nos  homens,  escolhe  um  certo 
número deles para receberem a graça especial e a salvação eterna.  
(b)  Reprovação: É o decreto eterno de Deus pelo qual Ele determinou deixar de 
aplicar  a  um  certo  número  de  homens  as  operações  de  sua  graça  especial,  e 
puní‐los por seus pecados, para a manifestação da sua  justiça. Os dois aspectos 
da reprovação são preterição e condenação.  
Muitos são chamados,mas poucos são escolhidos, pois poucos se fazem escolhidos. A vontade de Deus é que todos se salvem, no entanto, nem todos respondem ao seu chamado. Os que respondem são salvos  pela graça e não por mérito, todos pecaram e são igualmente dignos da condenação. Em cristo fazemos uso da graça imerecida, não merecemos, mas ele se agradou em nos conceder sua graça. Todos foram predestinados à salvação, porém o livre harbítrio definirá os que receberão a salvação.   Nunca esqueçamos que a vontade de Deus é que todos se salvem. Membros da PIBATAN tem a missão de auxiliar na vida dos escolhidos, resgatar os que se encontram perdidos por meio do testemunhopessoal  e da vida comunitária.
PENSAMENTO:  A  soberania  divina  e  a  soberania  humana  certamente  são 
contraditórias  entre  si,  mas  a  soberania  divina  e  a  responsabilidade  humana, 
não. (F.H. Klooster)   . Queremos submeter nossos pensamentos, sentimentos e vontade, à soberania de Deus.  Para isso buscamos o autocontrole, viver de fé, acreditar na providência. Deixar que nossa mente seja transformada na mente de cristo clamando constantemente ao Espírito Santo para que venha operar em nós aquilo que nós não podemos fazer por nós mesmos.
3. Vocação:  Vocação  ou  chamada  é  o  ato  de  graça  pelo  qual Deus  convida  os 
homens,  através  de  Sua  Palavra,  a  aceitarem  pela  fé  a  salvação  providenciada 
por  Cristo.  (ICo.1:9;  ITs.2:12;  IPe.5:10;  Mt.11:28;  Lc.5:32;  Jo.7:37;  At.2:39; 
Rm.8:30; ICo.1:24,26;7:15; Gl.1:15; Ef.4:1;4:4; IITs.2:14; IITm.1:9; Ipe.2:9;5:10).   
Também temos uma vocação pessoal, um chamado para realizar algo no reino, seja cantar, tocar, pregar, visitar, escrever e etc. Essa vocação particular atua naquilo que nos preenche. Existe algo que só nós podemos fazer da forma como Deus quer que seja feito, disso depende nossa realização, nossa alegria plena. Temos a responsabilidade de  dignificar nossa vocação; quem canta deve se dedicar e aprender cada vez mais, quem ensina deve se aprofundar mais... O investimento na vocação é contínuado. Nossa vocação nos põe a serviço do Reino de Deus e a vocação essencial de toda Igreja se chama MISSÃO.
4. União: É a ligação íntima, vital e espiritual entre Cristo e o Seu povo, em razão 
da qual Ele é a  fonte da  sua  vida e poder, da  sua bem‐aventurança e  salvação 
(Ef.5:32; Cl.1:27).    Esta união com Cristo nos capacita para andarmos em união com os irmãos. Nos tornamos um só corpo e essa mística gera em nós o milagre da unidade.
5.  Regeneração:  É  o  ato  de  Deus  pelo  qual  o  princípio  de  uma  nova  vida  é 
implantado no homem, e a disposição dominante de sua alma é tornada santa. É 
a  comunicação de vida divina à alma, que  implica numa  completa mudança de 
coração (Ez.11;19; 18:31; 36:26; Jr.24:7; Rm.6:4; Ef.2:6; Cl.2:12; Jo.5:21; Jo.6:63; 
10:10,28;  Rm.6:11,13;  IJo.5:11,12;  Ef.2:1,5;  Cl.2:13;  IIPe.1:4;  Jo.1:12;  3:3,5; 
IJo.3:1. Essa mudança é interna,sem a regeneração todo esforço exterior torna-se um sacrifício, pois não haverá prazer em buscar vida de santidade. A autentica conversão opera em nós a regeneração. Muitos se filiam a instituições religiosas e buscam praticas exteriores que testifiquem uma mudança de vida,mudam a roupagem, a l inguajem, viram um holograma, quando na verdade deveriam estar clamando a Deus por regeneração; Ela opera a transformação da essencia e não uma maquiagem na aparencia.

6. Conversão: É o ato exterior, visível e prático da salvação operada na vida do 
pecador regenerado (Lc.22:32).  A conversão não é determinada por realizações. Duas pessoas podem fazer a mesma coisa e uma esta convencida enquanto a outra está convertida. Uma faz por religiosidade e outra faz por amor, uma faz por obrigação moral, outra faz por esta seduzida, por esta apaixonada.
Os dois aspectos da conversão são:  
(a)  arrependimento:  é  o  aspecto  negativo  da  conversão,  porque  implica  no 
abandono do pecado e em dizer não para as coisas pecaminosas.  Não se embriagar, não furtar, não trair, não transgredir os mandamentos de Deus.
(b)  fé: é o aspecto positivo da coversão, porque  implica em voltar em direção a 
Deus e em dizer sim para a sua palavra.  Sim para a espiritualidade, sim para as obras, sim para o perdão, sim para a instauração do reino. 
7. Arrependimento: É a mudança voluntária e consciente, produzida na vida do 
pecador, efetuada pelo Espírito Santo, a qual atinge sua mente, seus sentimentos 
e  conduz  o  pecador  ao  abandono  voluntário  do  pecado  (Mt.21:28‐30; 
IICo.7:9,10).    Por mais que queiramos ver uma pessoa querida arrepender-se de seus maus caminhos precisamos ter paciência e lembrar que o arrependimento não é operado por meio de força, não é pela persuação humana, mas é obra de Deus que em tempo oportuno realiza tudo em todos.
8.  Fé:  É  um  firme  e  seguro  conhecimento  do  favor  de  Deus,  para  conosco, 
fundado na verdade de uma promessa gratuita em Cristo, e  revelada às nossas 
mentes e seladas em nossos corações pelo Espirito Santo  (As  Institutas,  III, 2,7, 
Calvino). 
“A certeza do que se espera, a convicção do que não se vê” (Hb.11:1).
 "De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir a Palavra de Deus." (Rom 10:17)
A fé nos é concedida, nós não nascemos com ela, nós a recebemos como favor imerecido de Deus. Deus a concede a quem Ele quer.Logo crer é um presente. Esta fé porém é uma semente que carece ser cuidada caso contrário corremos o risco de perde-la. Deus quis fazer uma parceria com o homem, no tocante a concessão da fé, por isso a pregação da Palavra é tão urgente. Uns creem em tudo, outros não creem em nada, a pregação da palavra auxilia os que creem na compreensão da existência de um único Deus criador do céu e da terra; Aos que não creem, ao ouvir a pregação, são convencidos pelo Espírito Santo e tem a fé  "implantada" na mente (alma) e no coração, isso quando está nos desígnios beneplácitos de Deus que a pessoa creia.

9. Justificação: É um ato judicial de Deus, no qual Ele declara, com base na justiça 
de  Jesus  Cristo,  que  todas  as  reivindicações  da  lei  estão  satisfeitas  a  favor  do 
pecador  (At.13:39; Rm.5:1,9; 8:30‐33;  Ico.6:11; Gl.2:16; Gl.3:11). Na  justificação 
estão incluídos o perdão, a adoção, a substituição vicária e a imputação.  
Os dois aspectos da justificação são:  
(a) Remissão ou Perdão  (aspecto negativo/a dívida é anulada): É o  resultado da 
morte de Cristo e se dá por meio da substituição, na qual, Cristo nosso Cordeiro 
Pascal se oferece para morrer em nosso lugar. 
(b) Adoção (aspecto positivo/o crédito é imputado): É o resultado da ressurreição 
de Cristo e  se dá por meio da  imputação, na qual a  justiça de Cristo, que dá o 
direito  legal à adoção, é  imputada ao crente. A  regeneração opera uma  filiação 
moral enquanto que a adoção opera uma filiação legal.    
10. Remissão ou Perdão: É o aspecto negativo da justificação, pois quando Adão 
pecou,  ele  foi  condenado  pelo  que  fez  de  errado  (iniquidade),  como  também 
pelo que deixou de  fazer de certo, errando o alvo  (pecado). Adão, então pecou 
por  ação  (iniquidade  =  pecado  consciente,  voluntário,  transgressão)  e  omissão 
(pecado,  leia  IJo.3:4).  Cristo  em  sua  obra  vicária  corrigiu  os  erros  de  Adão, 
obedecendo passiva e ativamente, negativa e positivamente os mandamentos de 
Deus,  pois  a  lei  inclui  mandamentos  negativos  (não  adulterarás,  etc)  e 
mandamentos positivos (amarás a Deus, etc). O perdão é, portanto o ato judicial 
de Deus pelo qual ele concede ao pecador, na cruz, os benefícios resultantes da 
obediência passiva de Cristo. O perdão é resultado da morte de Cristo enquanto 
que a adoção (o aspecto positivo da  justificação) é resultado da ressurreição de 
Cristo  (Rm.4:25).  Na  morte  Cristo  aniquilou  o  pecado,  na  ressurreição  trouxe 
justiça. O perdão é operado mediante a  substituição, a  justiça é  concedida por 
meio  da  imputação.  O  perdão  é  concedido  na  cruz.  A  justiça  é  imputada  no 
tribunal de Deus (IPe.3:18).  

11. Adoção: É o ato judicial de Deus, resultado prático da regeneração, pelo qual 
Ele declara seus  filhos emancipados e herdeiros da vida eterna  (Tt.3:7). Adoção 
não  deve  ser  confundida  com  regeneração,  pois  na  adoção  Deus  coloca  o 
pecador que já é seu filho regenerado na posição de filho adulto. Na adoção não 
há  transformação  interior  (moral).  A  adoção  não muda  o  interior  do  pecador, 
muda a sua posição perante Deus. Deus não adota pecadores não regenerados, 
Deus só adota aqueles que já são seus filhos.    

12. Imputação: É o ato de Deus pelo qual Ele debita meritoriamente na conta da 
humanidade o pecado de Adão, e  judicialmente na conta de Cristo o pecado da 
humanidade,  e  gratuitamente  na  conta  da  humanidade  a  justiça  de  Cristo. 
Imputação significa "debitar", "atribuir responsabilidade" ou "lançar na conta de 
alguém".  Paulo  ensina  esta  doutrina  quando  assume  a  dívida  de Onésimo. Do 
mesmo modo Jesus Cristo tomou a nossa dívida (Fm.18,19).    

13. Substituição: É o ato judicial de Deus pelo qual Ele pune os pecadores pelos 
seus  pecados,  provendo  um  substituto  qualificado,  sobre  o  qual  recaiu  todo  o 
pecado  e  a  culpa  imputados  à  humanidade  por  causa  do  pecado  de  Adão 
(Is.53:4‐7; Ico.5:7).  A raça humana tornou-se merecedora do castigo; o homem, por si só, não podia reestabelecer o helo perdido. Todos passam a nascer portando o pecado original e por mais que alguns tentassem, no decorrer da história, voltar para Deus, a humanidade foi se afastando progressivamente do Criador. Deus que é amor, mas também é fogo consumidor, amor e justiça, envia seu Filho Unigenito para cumprir a lei que nós não podíamos cumprir. O substituto carregou a cruz que era nossa, se fez maldição em nosso lugar, vivenciou os sofrimentos que deveriam ter nos assolado; fez gratuitamente por nós o que não podíamos fazer por nós mesmos. Esse substituto não podia ser qualquer um, nem um patriarca, nem um rei, nem um sacerdote, nem um profeta, ninguém era qualificado. É ai que Jesus entra em cena.
Um substituto qualificado deveria possuir
(a)  Perfeita  Encarnação:  deveria  ter  natureza  humana  completa  para  poder 
representar adequadamente a humanidade (Hb.2:14‐17; 5:1; Jo.1:14).  
(b)  Perfeita  Identificação:  deveria  ter  uma  profunda  identificação  com  o 
sofrimento  humano  (Hb.4:15;  Hb.2:18;  Hb.5:2,3).  A  nossa  identificação  com 
Cristo  é  tão  perfeita  que  somos  identificados  com  Ele  na  sua morte  (Rm.6:3; 
Cl.2:12).  
(c) Perfeita Santidade: Um homem comum não seria um bom  representante da 
raça  humana. O  substituto  deveria  ser  santo,  inocente,  sem mácula,  separado 
dos pecadores (Hb.7:23‐27). Um mortal comum não poderia salvar ninguém, pois 
sendo mortal, não se salvaria nem a si mesmo.  
Jesus nosso substituto tinha duas naturezas, era totalmente homem e totalmente Deus. Ele nos revelava "o rosto divino do homem, o rosto humano de Deus". Não era metade homem e metade Deus, mas totalmente ambos. Conheceu todas as dores que um ser humano conhece, chorou, se decepcionou, conheceu a traição, a dor da perda... Mesmo sendo homem não era pecador, a obra do novo adão é excelente, Ele vence a morte, salário de nossa culpa.
   
14. Santificação: É a graciosa e contínua operação do Espirito Santo pela qual Ele 
liberta o pecador justificado da corrupção do pecado, renova toda a sua natureza 
à imagem de Deus, e o capacita a praticar boas obras.   O santo é separado, essa separação porém não é uma 'separação de', mas uma ' separação para'. A santidade proposta por Cristo não é uma santidade abstemica, antisocial e exclusivista. Jesus nos ensina uma santidade saudável, que nos leva para a solidariedade, nos humaniza. Ser santo não se divinizar, mas se humanizar, enquanto mais santo me torno,mais humano eu sou. A verdadeira santidade possui suas marcas. O santo não busca sua fama, não quer aparecer, é discreto, sua santidade não o transforma num ser esquisito que ascende constantemente olofotes sobre si mesmo. Ele não está preocupado em condenar e  acusar o pecado alheio, mas em acolher e ajudar... Esse caminho de santidade verdadeira precisa ser trilhado por todos os que estão no caminho.  Carecemos aprender a discernir entre a falsa e verdadeira santidade, sem caquetes, sem trejeitos, sem  esquisitices inerentes a autopromoção.

ESQUEMA DA SALVAÇÃO  
      Espírito Alma Corpo  
      Tempo Passado Presente Futuro   
      Em relação ao pecado  
Penalidade (Jo.5:24)  
Poder (Rm.6:14)  
Presença       (ICo.15:54,57)  
      Em relação ao pecador  
Justificação Regeneração (Rm.1:4; Ipe.1:2; Rm.5:16;IITs.2:13)  
Santificação (Tg.1:21,22; IITm.3:15)  
Redenção (Fp.3:21)   
      Ocasião  
Morte e ressurreição de Cristo  
Do novo nascimento até o encontro com Cristo (Fp.1:6)  
Arrebatamento ou 2ª Vinda de Cristo (ICo.15:52,53)  
   
15. Perseverança: É a contínua operação do Espirito Santo no crente, pela qual a 
obra  da  graça  divina,  inciada  no  coração,  tem  prosseguimento  e  se  completa, 
levando  os  salvos  à  permanecerem  em  Cristo  e  perseverarem  firmes  na  fé.  A 
perseverança representa o lado humano (Jr.32:40; Sl.86:11; 37:28‐31). Todos buscam inúmeras bençãos de Deus e se esquecem de clamar a Deus pela benção da permanência. Olhos fitos em Deus e não nas míserias dos homens, assim poderemos caminhar a despeito das ciscunstancias da vida.Só pode permanecer aquele que compreendeu na alma que não está a serviço da religião e sim do reino, não está a serviço do pastor,mas de Cristo, não está a serviço de doutrinas humanas mas do Evagelho.
16. Segurança: É a garantia eterna e imutável da salvação, iniciada e completada 
por  Deus,  no  coração  dos  regenerados.  A  segurança  representa  o  lado  divino 
(Sl.89:28‐37).  Deus não mente, não se engana, não volta atrás. Acreditamos em sua salvação, seu cuidado e sua provisão; sempre recordando que não dependemos da provisão, mas do proverdor.
17.  Redenção:  É  o  ato  gracioso  de  Deus  pelo  qual  Ele  liberta  o  pecador  da 
escravidão da  lei do pecado e da morte  (Rm.8:1,2), mediante o pagamento de 
um resgate (Rm.6:20‐22; Ico.6:19,20; IPe.1:18,19; Ap.1:5; 5:9; Gl.4:1‐7

(a) A Necessidade da Redenção: Todas as criaturas humanas da terra pertencem 
a Deus  (ICo.10:26; Sl.50:12) mas não são todas de Cristo  (Rm.8:9). O homem só 
se  torna  propriedade  exclusiva  de  Cristo  mediante  a  obra  da  redenção 
(ICo.6:19,20; Hb.2:13‐15). O mundo (sistema) é de Satanás (Lc.4:6;  Ijo.5:19) e as 
criaturas  humanas  que  estão  no mundo  pertencem  à  ele  (At.26:18; Mt.12:30; 
Mc.9:40; Lc.11:23), por isso era necessária a redenção, para que através de Cristo 
Deus  resgatasse  (comprasse)  do  mundo  os  que  viriam  a  crer  nele,  para  que 
através  da  redenção  passassem  a  pertencer  a  Cristo  (Jo.15:19;  17:14;  18:36; 
Cl.1:13). Se um homem ainda não foi redimido, embora sendo criatura de Deus, 
continua sendo filho do Diabo, do qual é ele escravo (Jo.8:44). Somente os filhos 
de Deus são verdadeiramente livres (Gl.2:4; 5:1; Rm.8:21; IICo.3:17).    
(b) A Natureza do Redentor:  
Deveria  ser  parente  próximo  da  vítima:  Era  ele,  o  redentor  (goel  no  hebraico) 
quem deveria resgatar o sangue da vítima assassinada  (Nm.35:19‐34; Js.20:3‐5); 
era  ele  quem  deveria  resgatar  a  possessão  da  família  que  fora  vendida 
(Lv.25:24,26,51,52; Lv.27:13,15,19,20,31; Jr.32:7); era ele quem deveria 
a pessoa cujo empobrecimento  forçou‐a a se vender a um não  judeu  (Lv.25:47‐
49). Em Ezequiel 11:15 a expressão "os homens do teu parentesco" significa "os 
homens da tua redenção".  
O  Redentor  deveria  preencher  certos  requisitos:  (1)  deveria  ter  parentesco  do 
escravo  a  ser  resgatado  (Rt.2:20; 3:9,12; 4:1,3,6,14);  (2) deveria  ter meios  com 
que  pagar  o  resgate  (Rt.4:6;  Sl.49:7‐9);  (3)  deveria  querer  efetuar  o  resgate 
(Rt.4:4;  Rt.3:13;  Rm.5:7);  (4)  deveria  ser  livre  e  não  podia  ser  um  escravo,  um  
escravo não podia resgatar outro escravo.    
(c) Cristo é o Nosso Redentor:  
(1)     Ele se fez nosso parente próximo (Hb.2:14,15; Fp.2:7);  
(2)     Ele pagou com seu sangue (At.20:28; IPe.1:18; ICo.6:20);  
(3)     Ele nos resgatou voluntariamente (Jo.10:17,18);  
(4)     Ele não tinha pecado (Hb.5:15; IICo.5:21).  

18.  Reconciliação:  É  a  operação  graciosa  de  Deus  pela  qual  Ele  reconcilia  os 
pecadores  consigo mesmo,  por meio  da morte  de  Jesus  Cristo,  removendo  a 
inimizade  (IICo.5:18‐21; Cl.1:20‐22). O  termo usado no antigo Testamento para 
reconciliação é expiação.  
Os dois aspectos da reconciliação são:  
(a)     Expiação: A  reconciliação  (no grego = katallagê)  tem seu aspecto negativo 
na  expiação,  que  enfatiza  a  morte  de  Cristo  para  o  perdão  dos  pecados  em 
relação ao homem. (A justificação possui aspectos semelhantes a reconciliação:  
É negativa e positivamente considerada: (a) Perdão e (b) Adoção). A expiação é a 
remoção da causa da  inimizade do homem (Rm.5:10). Na expiação a fraqueza, a 
impiedade  e  o  pecado  (mencionados  em  Rm.5:6‐8),  fatores  causadores  da 
inimizade  são  removidos.  Portanto  expiação  é  o  cancelamento  da  fraqueza 
(Rm.5:6),  da  impiedade  (Rm.5:6)  e  especialmente  do  pecado  (Rm.5:8;  Ijo.1:29; 
At.3:19). Na expiação a ação  se dirige para aquilo que provocou o  rompimento 
no relacionamento, e se ocupa com a anulação do ato ofensivo
(b)     Propiciação: É a reconciliação em seu aspecto positivo, e por  isso vai além 
da expiação, pois enfatiza a morte de Cristo em relação a Deus. Na propiciação a 
ação se dirige para Deus, a pessoa ofendida. O propósito da propiciação é alterar 
a atitude de Deus, da ira para a boa vontade e favor. Na propiciação é a ira que é 
removida  (Rm.5:9,10) e a amizade de Deus é  restaurada. Não é o caso de Deus 
mudar, mas sim de que sua  ira é desviada  (Sl.78:38; 79:8; Em Ex.32:14 o  termo 
arrepender  é wayyinnahem,  no  hebraico,  e  hilaskomai,  no  grego,  que  significa 
"ser propício".  É  também usado  em  Lm.3:42; Dn.9:19;  IIRs.24:4.  É  claro que  se 
trata  de  linguagem  poética,  pois  há  passagens  em  que  se  diz  que  Deus  se 
arrependeu de fazer o bem, como em Jr.18:10, como se o bem fosse causa para 
arrependimento).  
Na expiação Cristo ofereceu‐se pelos os homens, na propiciação Ele ofereceu‐se 
à Deus (Hb.9:13,14;  IPe.3:18). A expiação extingue o pecado (a  inimizade contra 
Deus),  a  propiciação  extingue  a  penalidade  do  pecado  (a  ira  de  Deus)  que  é 
desviado para a cruz de Cristo (Rm.3;25; Rm.1:18,24,26).  Nossa maldição foilançada sobre Ele.
   

19.Renovação: É a operação graciosa de Deus que inclui todos aqueles processos 
de  forças  espirituais  subsequentes  ao  novo  nascimento  e  decorrentes  dele 
(Sl.51:10;103:5; Is.40:31;41:1; Cl.3:10).  
20.  Glorificação  ou  Ressurreição:  É  a  operação  divina  pela  qual  o  crente 
regenerado  há  de  ressuscitar  corporalmente,  tendo  seu  corpo  abatido, 
transformado à semelhança do corpo glorioso do Senhor Jesus (Fp.3:21; ITs.4:13‐
17; IJo.3:2).    
Conclusão: Estivemos juntos nessas ultimas semanas  aprendendo a respeito de temas  essenciais à nossa fé. Este  assunto  é  vasto  e  interminável, nossa vida com Deus por  meio da oração, da Palavra, da vida comunitária é fundamental para que esses temas ganhem significância prática, experiencial, em nossa existência.

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